10/11/09 – 00:00 > PESQUISA DCI – Theo Carnier

SÃO PAULO – Em meio aos impactos causados pela crise econômica global, as 30 Empresas Mais Admiradas DCI de 2009 mantiveram a estratégia de continuar investindo. Com essa atitude, ganharam ainda mais prestígio e foram escolhidas, por votação direta, por 4.448 empresários, executivos e economistas ouvidos por este jornal de janeiro a novembro deste ano. As 30 empresas receberão o prêmio no próximo dia 30 de novembro, em São Paulo.

Dentre as Empresas Mais Admiradas DCI, estão gigantes de capital brasileiro como Petrobras, Vale, Gerdau, Eletrobrás, Odebrecht, Votorantim, Pão De Açúcar, Banco do Brasile AmBev, além de Embraer, Natura, Vicunha Têxtil, Ultragaz e Klabin (veja lista completa no quadro ao lado). Há também corporações internacionais, como Microsoft, Nestlé, Telefônica, Siemens, General Electric, General Motors e Monsanto.

Também fazem parte da lista empresas que ganharam destaque há tempos em suas áreas de atuação, como o escritório de advocacia Pinheiro Neto, o Shopping Center Norte, a CVC, de turismo, a seguradora Porto Seguro, a Universidade Mackenzie, a Africa Publicidade, os tradicionais Correios e o paulistano Bar Brahma. E a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), de trabalho reconhecido há anos em favor do agronegócio, que ganhou também destaque entre as mais admiradas dos 30 maiores setores da economia brasileira.

O grupo perfaz um bloco heterogêneo, formado desde Petrobras, que encara aquele que deve ser o maior desafio de sua história (exploração da camada pré-sal) e Vale, maior mineradora do planeta, até várias companhias envolvidas em megaprojetos para os próximos anos, como Odebrecht (nas grandes hidroelétricas) e a Votorantim, uma das maiores fornecedoras de material de construção, que terá pela frente o desafio de fornecer tanto a residências do programa “Minha Casa, Minha Vida” até às obras que serão construídas para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Para esse contingente de mais admiradas, não faltam desafios, por mais diferentes que sejam seus níveis de faturamento. Não será fácil se manter no topo da lista das empresas mais reconhecidas do Brasil em 2010, ano de eleições presidenciais, em que a incerteza ganha espaço. Mas quem passou pela crise que arrebatou o mundo em 2008 tem experiência mais do que suficiente para gerenciar momentos de incerteza.

Os principais executivos das Empresas Mais Admiradas DCI sabem que, mesmo com as eleições, não há tempo a perder. O Brasil apresenta, sempre, desafios, e talvez o maior deles, no próximo ano, seja a questão cambial. O real sobrevalorizado é apontado, pelos principais empresários e executivos, como o principal obstáculo a ser transposto. Estatais, grandes conglomerados privados, corporações internacionais que trabalham no Brasil e negócios menos grandes (mas não menos importantes) são afetados, direta ou indiretamente, pelo câmbio. Daí a prioridade que o assunto ganha nas agendas desses empresários e executivos.

Seja como for, investir é preciso e os ganhadores do prêmio Empresas Mais Admiradas DCI manifestam, com unanimidade, sua disposição de continuar a fazer aportes. Podem ser bilhões, como no caso de Petrobras, Vale, Votorantim e Eletrobrás, dentre outros, ou milhões. O importante, garantem todos eles, é seguir investindo, não só como forma de ampliar seus negócios, mas também a fim de se preparar para atender a uma demanda que cresce sem freio, no mercado interno e no front externo (principalmente por parte da China).

Foi com essa postura que eles ganharam prestígio entre outros empresários, executivos e economistas, de quem merecem a admiração que foi manifestada mais uma vez na pesquisa do DCI. E é com mais disposição para investir que elas pretendem se manter na lista das mais admiradas por muitos anos, por maiores que sejam os obstáculos que terão pela frente.

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