Endividamento das empresas brasileiras

 As empresas brasileiras precisam analisar o seu endividamento com muito cuidado. As atividades empresariais estão muito lentas e a redução das expectativas deve permear o planejamento com o horizonte de, pelo menos, um ano. Outro foco são a alterações que possam ocorrer com a legislação oriundas, principalmente, do governo federal.


Dívida das empresas no Brasil é preocupante, diz IIF

O endividamento de empresas brasileiras cresceu rápido e atingiu nível preocupante, afirma o Instituto Internacional de Finanças (IIF, na sigla em inglês), formado pelos maiores bancos do mundo, em uma análise do aumento do endividamento nos países emergentes divulgada ontem.

“Em particular, países como China, Cingapura, Turquia, Brasil e Rússia viram as dívidas corporativas aumentarem muito rapidamente para níveis preocupantes”, afirma o IIF.

No geral, os passivos das empresas nos emergentes subiram de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) para 85% nos últimos sete anos. Muitas companhias aproveitaram os juros próximos de zero nos países desenvolvidos para captar no mercado internacional.

Em um cenário de baixo crescimento econômico e da elevação de juros nos Estados Unidos, que pode ocorrer ainda este ano, o IIF prevê que muitas empresas de países emergentes podem ter de reestruturar suas dívidas. Taxas mais altas no mercado norte-americano encarecem os custos de novas captações e de refinanciamento dessas dívidas. Além do IIF, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já emitiu alertas recentes sobre o aumento dos passivos corporativos nos países emergentes.

Risco

O IIF destaca que não foram apenas os passivos das empresas que aumentaram muito nos últimos anos. As dívidas dos países também cresceram, o que aumenta o risco de default, destaca o relatório, que lembra a complicada situação da Grécia e menciona ainda potenciais problemas na Ucrânia e em Porto Rico, território no Caribe que pertence aos Estados Unidos e que já avisou que não tem como honrar uma dívida de US$ 72 bilhões.

O desafio de empresas e de governos será lidar com um endividamento alto em um ambiente de baixo crescimento econômico, de acordo com o instituto.

“É importante tirar as lições certas para se chegar a um quadro adequado para a reestruturação de dívidas que oriente ações dos governos e as expectativas do mercado e a correta precificação do risco”, destaca o relatório.

A falha em lidar com essa questão pode aumentar a incerteza no caso de qualquer crise de dívida podendo ter impacto negativo nas perspectivas para a atividade econômica mundial.


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