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Empresas ou Negócios, Participação, Aquisição/Compra

O que é Aquisição de Empresas ou Negócios?

Aquisição de empresas ou negócios é o processo de compra de uma empresa para aproveitar os pontos fortes ou fracos da empresa que fez a compra. Também pode ser definido como uma ação corporativa em que uma empresa adquire a propriedade de outra empresa comprando a maioria, senão todas as participações da outra empresa. Isso permite, portanto, que a empresa adquirente assuma o controle da empresa recém-adquirida. Uma aquisição ocorre quando uma empresa compradora obtém mais de 50% da propriedade de uma empresa-alvo. Como parte da troca, a empresa adquirente frequentemente compra as ações da empresa-alvo e outros ativos, o que permite que a empresa adquirente tome decisões sobre os ativos recém-adquiridos sem a aprovação dos acionistas da empresa-alvo. As aquisições podem ser pagas em dinheiro, nas ações da empresa adquirente ou uma combinação de ambos.
O processo começa com a definição do tipo de negócio que daria uma boa aquisição. Geralmente, negócios dentro do mesmo segmento ou um segmento de mercado altamente complementar são visados. Uma vez definido, o negócio-alvo é abordado e, caso seja demonstrado interesse, é realizada uma diligência devida para apurar as condições financeiras e outras condições do negócio. Quando os termos financeiros são acordados e o contrato é assinado, começa a parte da incorporação da aquisição. Processos, pessoas e produtos sobrepostos são avaliados e as peças de melhor desempenho são mantidas.

Considerações de compra durante a aquisição de empresas ou negócios

Cada aquisição de negócios traz consigo seus próprios desafios, alguns muito complexos e outros rotineiros, envolvendo questões comerciais, jurídicas e de relacionamento interpessoal. Para ter a maior probabilidade de manusear esses itens adequadamente e de sucesso no processo de compra e propriedade do negócio, é do melhor interesse do (s) comprador (es) levar devidamente em consideração muitas considerações ao investigar o novo negócio venture, bem como consultoria de serviços de profissionais como advogados, contadores, etc. Abaixo estão algumas considerações e etapas importantes que um comprador deve realizar ao decidir comprar um negócio.

(1) Due Diligence: este é o termo legal para avaliar cuidadosamente todos os aspectos do novo empreendimento que está sendo adquirido. Um comprador deve, portanto, contratar os serviços de consultores profissionais cuja função será criar uma lista de verificação de devida diligência e uma lista de perguntas e questões que precisam ser respondidas e resolvidas para a satisfação do comprador, mesmo quando o comprador analisa e obtém uma melhor compreensão do negócio. Alguns exemplos de perguntas a serem respondidas incluem:

• Qual é a história financeira recente da empresa?
• Algum problema de competição?
• O preço pago pelo negócio é o preço “certo”?
• Por que o negócio está à venda? Alguma outra parte tem o direito de prioridade para comprá-lo?
• Quais são o fluxo de caixa, equipamento, pessoal e outras necessidades do negócio para operar com sucesso?
• O que realmente está sendo comprado: estoque, equipamento, matéria-prima, contas a receber, contratos, uma lista de clientes, uma lista de clientes, um aluguel?
• Qual é a condição dos ativos que estão sendo adquiridos? etc.

(2-) Considerações de financiamento: Se a compra for financiada, o contrato de compra deve prever que o comprador tenha uma oportunidade razoável de solicitar e obter um compromisso vinculante para esse financiamento. O comprador deve buscar diligentemente esse financiamento, pois a obtenção de um compromisso de empréstimo pode levar algum tempo, e o fechamento do financiamento pode ser um processo desafiador para o comprador, especialmente se o financiamento estiver sendo fornecido por meio de um programa governamental especial, como um empréstimo SBA, tal como os programas de empréstimo 7 (a) ou 504.

• Gestão do Negócio: Antes de adquirir o negócio, os compradores devem ter um entendimento sólido da escolha da entidade para operar o negócio, quem será o proprietário dessa entidade, que irá administrar os assuntos do dia-a-dia do negócio (por exemplo, diretores ou gerentes), como os diretores ou gerentes serão remunerados e incentivados, e como os proprietários irão monitorar os diretores ou gerentes.

• Configure cuidadosamente a Equipe de Aquisição do Comprador: Comprar um negócio envolve muitos riscos e, para ser feito com mais sucesso, requer uma equipe experiente de profissionais e consultores para auxiliar o comprador durante o processo de compra. Cada membro da equipe de aquisição do comprador deve trazer a quantidade certa de habilidades, treinamento e experiência para permitir que o comprador trabalhe adequadamente no processo de compra: um advogado com experiência em empresas de compra para reconhecer os problemas e riscos críticos e ajudar o comprador a navegar por eles ; um banqueiro, banqueiro de investimento ou um intermediário / corretor de negócios para auxiliar na obtenção de financiamento para aquisição e, se desejado ou necessário, investimento de capital; e um contador experiente para revisar as declarações de impostos e demonstrações financeiras da empresa e trabalhar com o credor.

Goodwill de empresas ou negócios

Goodwill pode ser definido como um ativo, mas não pode ser visto ou tocado, portanto, é referido como um ativo intangível. Também pode ser definido como o excesso das considerações de compra sobre o valor total dos ativos menos passivos. Surge como resultado da conexão, reputação e eficiência de um negócio. Não é um ativo tangível e não pode ser realizado até que o negócio seja vendido.

Razões para goodwill

• Para proteção de patentes e direitos autorais
• A localização de um estabelecimento comercial também pode induzir o comprador a pagar pelo fundo de comércio.
• Habilidade gerencial: A eficácia e eficiência da gestão de uma empresa pode dar-lhes a reputação necessária,
• Qualidade dos produtos: A qualidade, durabilidade dos produtos de uma empresa pode conferir-lhe um bom nome.
• Posse de monopólio parcial: quando uma empresa não se depara com muita concorrência no mercado, pode se tornar monopolista.

Avaliação de Goodwil

Não existe um método real de avaliação do goodwill. No entanto, os seguintes métodos podem ser usados-

• Número de anos
• Super lucro
• Número de vezes da receita bruta anual de taxas
• Excesso do valor de um negócio sobre o valor realizável.

Características do Goodwill

• O valor é subjetivo
• Não pode ser vendido separadamente dos outros ativos da empresa
• Pode oscilar desde o dia de hoje

Razões para aquisição de empresas ou negócios

As empresas realizam aquisições por vários motivos. Eles podem estar buscando obter economias de escala, maior participação de mercado, maior sinergia, reduções de custos ou novas ofertas de nicho. Se desejam expandir suas operações para outro país, comprar uma empresa existente pode ser a única forma viável de entrar no mercado estrangeiro ou pelo menos a maneira mais fácil: A empresa adquirida já terá seu próprio pessoal (mão de obra e gestão), a marca e outros ativos intangíveis, garantindo que a empresa adquirente comece com uma boa carteira de clientes.
As aquisições são frequentemente feitas como parte da estratégia de crescimento de uma empresa, quando é mais benéfico assumir as operações de uma empresa existente do que expandir por conta própria. As grandes empresas acabam tendo dificuldade em continuar crescendo sem perder eficiência. Seja porque a empresa está se tornando muito burocrática ou porque enfrenta restrições de recursos físicos ou logísticos, eventualmente sua produtividade marginal chega ao auge. Para encontrar maior crescimento e novos lucros, a grande empresa pode procurar empresas jovens e promissoras para adquirir e incorporar em seu fluxo de receita.
Quando um setor atrai muitas empresas concorrentes ou quando a oferta das empresas existentes aumenta muito, as empresas podem olhar para as aquisições como uma forma de reduzir o excesso de capacidade, eliminar a concorrência ou se concentrar nos fornecedores mais produtivos.
Se surgir uma nova tecnologia que possa aumentar a produtividade, a empresa pode decidir que é mais econômico comprar um concorrente que já possua a tecnologia. Pesquisa e desenvolvimento podem ser muito difíceis ou demorados, então a empresa se oferece para comprar os ativos existentes de uma empresa que já passou por esse processo.

Avaliação

• O que é aquisição de negócios?
• Quais são alguns motivos para aquisição de negócios?
• Quais são os métodos para medir a avaliação do goodwill?
• O que é goodwill de empresas e negócios?
• Quais são os fatores a serem levados em consideração ao fazer uma aquisição de negócios?

Tecnologia está ajudando os portos

A tecnologia está ajudando os portos a otimizar suas operações. A indústria portuária está enfrentando uma série de desafios emergentes, incluindo o crescimento do tráfego de carga, aumento da pressão para lidar com questões ambientais, desafios operacionais e, por último, mas não menos importante, a contínua interrupção induzida pela pandemia. Para superar esses desafios, os operadores portuários estão cada vez mais se voltando para a tecnologia.

De acordo com um novo relatório da KPMG , intitulado ‘Ancorado na nova realidade’, seis tecnologias diferentes estão emergindo como capacitadores-chave de operações e percepções mais eficientes:

A Internet das Coisas (IoT) pode ser considerada a pedra angular de uma transformação tecnológica mais ampla devido à clara necessidade de digitalizar o processo de entrega para monitorar cargas e entregas com o auxílio de sensores inteligentes.

O porto de Hamburgo, o terceiro porto mais movimentado da Europa, iniciou um programa estratégico em 2011 para evoluir para um “porto inteligente” para otimizar a capacidade e maximizar a eficiência. Isso foi alcançado por meio da adoção da tecnologia IoT no ecossistema portuário por meio da instalação de sensores para monitorar o uso de ativos físicos (por exemplo, caminhões, guindastes, transportadoras, estradas, armazéns, etc.), usando GPS e georreferenciamento para monitorar o movimento de tráfego.

A tecnologia Blockchain tem o potencial de digitalizar cadeias de suprimentos, eliminar esforços de manutenção de registros, promover transações sem papel e simplificar as cadeias de suprimentos, permitindo a comunicação em tempo real. Em 2017, o porto de Antuérpia anunciou um projeto piloto para um manuseio de contêineres mais eficiente e seguro, aproveitando a tecnologia blockchain em colaboração com a NxtPort. A plataforma de utilitário de dados em desenvolvimento irá coletar e agrupar dados de várias fases da cadeia de abastecimento do Porto de Antuérpia.

Os drones estão rapidamente se tornando uma ferramenta regular no setor de portos e logística. Os portos estão usando drones em seu monitoramento de rotina para melhorar a segurança, reduzir custos e aumentar a eficiência do processo. Em todo o mundo, da Holanda ao Vietnã, os portos estão usando drones de aerobótica para controlar o transporte de carga aérea, monitorar navios, limpar o meio ambiente local e rastrear a construção de portos.

O sistema High Bay Storage (HBS) é um sistema automatizado de manuseio de contêineres que empilha contêineres de até 11 andares de altura, entregando mais de três vezes a capacidade de um pátio convencional com desempenho aprimorado, incluindo ganhos significativos na velocidade de manuseio, eficiência energética, segurança e operação reduzida custos.

A DP World iniciou recentemente sua fase piloto de BoxBay (um sistema de armazenamento de alto nível) para reduzir em pelo menos 70% a área de terra necessária para apoiar as operações do terminal e aumentar a produção anual de jardas por hectare em mais de 300% em comparação com um Rubber Pátio de contêineres do guindaste de pórtico (RTG).

Os aplicativos de dados e análises estão permitindo que as cadeias de suprimentos adotem uma resposta proativa, em vez de reativa, aos riscos da cadeia de suprimentos. A Autoridade Marítima e Portuária (MPA) de Cingapura estabeleceu uma ferramenta de previsão de tráfego habilitada para dados para prever os tempos de chegada de navios e estimar o congestionamento de tráfego potencial usando análises preditivas.

O porto de Hamburgo, na Alemanha, usa análises para agregar vários pontos de dados (ou seja, posições da embarcação, altura e largura das pontes, etc.) para otimizar as operações portuárias internas.

Além disso, as portas inteligentes estão aproveitando outras tecnologias, como inteligência artificial (IA) para aprimorar insights preditivos e computação em nuvem, gerenciamento de dados e compartilhamento de dados entre várias partes interessadas. A automação robótica de processos (RPA) está sendo aproveitada para automatizar processos em várias funções de suporte, como finanças, recursos humanos e gerenciamento da cadeia de suprimentos.

As plataformas de intercâmbio digital estão sendo rapidamente implantadas pelos principais portos na última década. Essas plataformas digitalizam toda a cadeia de suprimentos de logística, criando um mercado para vários subsegmentos do mercado. Em 2020, a DP World adquiriu a SeaRates.com, uma plataforma digital que permite aos clientes transportar cargas em todo o mundo com o clique de um mouse.

A DP World também criou a Digital Freight Alliance, uma associação online que reúne despachantes de carga globalmente em uma plataforma, dando-lhes acesso a novas ferramentas, rotas e serviços, e permitindo que façam mais negócios a qualquer momento.

Fonte: Consultancy.eu

Moody´s rebaixa nota da General Shopping

Moody´s rebaixa nota da General Shopping

São Paulo – A agência de classificação de risco Moody’´s rebaixou a nota da General Shopping de B2 para Caa1. A perspectiva foi revisada de negativa para estável. Segundo a Moody’s, o rebaixamento reflete o elevado risco de calote por parte da companhia nos próximos 12 a 24 meses.

A Moody’s afirmou que a nova classificação também reflete a possibilidade de que a companhia possa vender mais ativos para obter recursos adicionais com garantia para financiar qualquer recompra das notas seniores sem garantia, que estão com altos descontos.

“A recente oferta de recompra combinada com a decisão da empresa de adiar o pagamento dos juros de suas notas subordinadas perpétuas faz parte do plano estratégico da administração para lidar com a posição de liquidez apertada e o enfraquecimento das métricas de crédito”, afirma a agência, em relatório.

Em abril, a General Shopping vendeu 100% do Shopping Light, por meio de sua controlada Levian Participações. Em outubro, vendeu uma fatia de 10% do Internacional Shopping de Guarulhos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os comitês de auditoria e as novas regulações

Os comitês de auditoria e as novas regulações ampliam o foco da supervisão que vão além dos dados financeiros, como denúncias, segurança e corrupção.


Trabalho de comitês de auditoria hoje vai muito além de supervisionar relatório financeiro

Por Michael Rapoport e Joann S. Lublin (WSJ)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 00:03 EDT

Com os novos riscos se multiplicando, o comitê de auditoria se transformou na “gaveta de quinquilharias da cozinha” para muitos conselhos corporativos.

A carga de trabalho desses comitês poderosos cresceu muito além de sua função principal de supervisionar o relatório financeiro da empresa. Eles estão lidando com novas regulações, alegações de denúncias e questões como segurança cibernética e corrupção em outros países. Além disso, a SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos, deve sugerir novas regras no fim de março exigindo que esses comitês revelem mais sobre suas atividades.

“Ele não é o comitê favorito”, diz Fredric Reynolds, diretor financeiro aposentado da CBS Corp. CBS +2.80% e presidente do comitê de auditoria da Mondelez International Inc. MDLZ +0.84% Para atrair membros ao comitê, às vezes ele promete temporadas pequenas no cargo: “você será liberado por pena cumprida e bom comportamento”, diz ele aos diretores.

Reynolds estima que ele gasta mais de 100 horas por ano no comitê de auditoria da Mondelez. Uma parte essencial é a supervisão feita pelos comitês de auditoria das queixas apresentadas em denúncias, uma exigência da lei Sarbanes-Oxley, de 2002. A grande maioria é de pessoas frustradas com seus colegas de trabalho, segundo ele. Mas quando há fumaça, “você não sabe se é fogo”.

A velocidade e a complexidade dos negócios e a supervisão de seus riscos “estão ampliando e pressionando a agenda de muitos comitês de auditoria”, segundo uma pesquisa global de membros de comitês de auditoria divulgada na semana passada pela consultoria KPMG. Cerca de 75% dos 1.500 membros consultados que responderam disseram que o volume de tempo exigido para desempenhar suas responsabilidades aumentou pelo menos “moderadamente” nos últimos dois anos.

Participar de um comitê de auditoria “tem tomado mais tempo do que eu esperava”, diz um ex-diretor de finanças de uma indústria de tecnologia que faz parte do conselho de um banco regional.

Em agosto, ele se tornou diretor-executivo interino de uma empresa aeroespacial de capital fechado e disse que alertou o banco que não tinha tempo suficiente para os dois papeis. Mas, segundo ele, o presidente do conselho de administração do banco lhe ele: “Nós queremos que você fique envolvido no comitê de auditoria”. Ele revela que desde então já faltou a duas reuniões do conselho.

Alguns conselhos parecem ver o comitê de auditoria como um lugar que lida com qualquer problema de supervisão interna, mesmo que esteja fora do alcance tradicional do comitê.

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Assessoria financeira robotizada

Assessoria financeira robotizada, a nova moda do Vale no Silício

quarta-feira, 4 de março de 2015 00:03 EDT

Dinheiro ‘offshore’ recursos de seus contribuintes

Países fecham cerco a dinheiro ‘offshore’

O cerco ao dinheiro aplicado no exterior fora do alcance do Fisco está se fechando. No fim de outubro, 51 países assinaram um tratado da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para troca automática de informações, a ser implementado até 2017, por meio do qual todos eles saberão por onde andam os recursos de seus contribuintes. O Brasil não faz parte do grupo, mas assinou em 23 de setembro um acordo de troca de informações tributárias com os EUA, o Foreign Account Tax Compliance Act (Fatca).

No Brasil, a expectativa da troca automática de informações somou-se à ansiedade com a MP 627, que virou lei neste ano. Os artigos sobre tributação da pessoa física ficaram de fora, mas restou a expectativa de que as “offshores” – empresas montadas para investir no exterior – percam a vantagem de postergar o pagamento de Imposto de Renda para o momento em que o recurso passar da pessoa jurídica para a pessoa física. Com isso, do ponto de vista fiscal, os fundos de investimento se tornariam mais atraentes que a estrutura “offshore”.

As maiores consultorias globais buscam estruturas alternativas para atender brasileiros preocupados com as novas regras. “Dois anos atrás, eu tinha um cliente ligando do Brasil a cada trimestre. Agora, tenho um por semana”, diz Nilton Constantino, diretor da KPMG em Luxemburgo, país que reúne 149 bancos de 27 países e tem € 300 bilhões sob gestão no “private banking”, o equivalente a 6% do segmento no mundo.

Por Luciana Seabra | De Luxemburgo

Leia mais em:

http://www.valor.com.br/financas/3772760/paises-fecham-cerco-dinheiro-offshore#ixzz3IfSsJ4Ys

Itau Raises $408 Million for Renewable Energy

Itau Raises $408 Million for Renewable Energy Projects

Tuesday, January 27, 2015

(Updates with Itau BBA comment in third paragraph)

(Bloomberg) — The Brazilian bank Itau Unibanco Holding SA raised 1.05 billion reais ($408 million) to finance renewable- energy and water-treatment projects.

That’s the most ever raised for renewable energy in Latin America by a Brazilian bank, the Sao Paulo-based lender said in an e-mailed statement Tuesday. The funding includes a five-year, 262 million-real loan from International Finance Corp. and a three-year, 787 million-real loan from Bank of America Corp., Mizuho Bank Ltd. and Commerzbank AG.

“There is a big demand for financing renewable energy projects in Brazil,” Carolina Amaral Camargo, head of international financial institutions at the bank’s Itau BBA unit, said in a telephone interview. “We already have a big pipeline of operations being analyzed by the bank and we are going to diversify the financing line for many companies.”

Banks in Brazil may increase their financing for clean power as President Dilma Rousseff pursues policies to reduce debt and control inflation and the national development bank BNDES pulls back, according to Marcelo Girao, head of energy for project finance at Itau BBA.

“BNDES is slowing down in some types of loans, so the development bank has to find alternatives with other banks,” Girao said in an interview in Sao Paulo this month. “Commercial banks will have more exposure to renewable projects, such as wind parks.”

Bank of America, for example, has set a goal of $50 billion for green initiatives in the next 10 years, according to the statement.

Brazil’s monetary council, which includes the finance minister and central bank president, raised the benchmark interest rate for loans provided by BNDES to 5.5 percent starting Jan. 1, from 5 percent.

Girao estimated that as much as 30 percent of long-term loans approved in the next few years by the development bank, Banco Nacional de Desenvolvimento Economico & Social, will come through private banks, a strategy aimed at “risk diversification.”

To contact the reporter on this story: Vanessa Dezem in Sao Paulo at vdezem@bloomberg.net To contact the editors responsible for this story: Reed Landberg at landberg@bloomberg.net Jim Efstathiou Jr., Carlos Caminada

Mercados emergentes retornam ao foco dos investimentos

Os mercados emergentes retornam ao foco dos investimentos contrariando as previsões de um novo colapso.

Investidores voltam aos mercados emergentes
Por Carolyn Cui (WSJ)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 00:03 EDT

Os investidores estão voltando aos mercados emergentes, desafiando previsões de que os investimentos em países em desenvolvimento estavam destinados a um novo colapso.

No mês passado, o Índice de Mercados Emergentes MSCI subiu 0,6%, ultrapassando o índice de ações S&P 500 pela primeira vez desde julho. Já o índice do banco J.P. Morgan & Chase Co. JPM -0.22% para títulos em dólar de mercados emergentes avançou 0,3%.

Ainda em janeiro, os investidores colocaram US$ 18 bilhões em ações e títulos de dívida de mercados emergentes, segundo o Instituto de Finanças Internacionais. Esse movimento reverte uma saída líquida de US$ 11 bilhões em dezembro, a maior desde a debandada de meados de 2013, provocada pela expectativa de um aumento de juros pelo banco central americano.

O movimento é notável porque muitos investidores se tornaram cautelosos com mercados emergentes, desde Brasil, Índia e China até Rússia e Venezuela, depois de um boom de dez anos que terminou com a crise financeira.

O Índice de Mercados Emergentes MSCI caiu cerca de 5% em 2013 e 2014, um período em que as ações americanas atingiram recordes de alta. O índice de títulos de mercados emergentes do J.P.Morgan ficou atrás dos títulos do Tesouro americano no ano passado, com retorno de 1,5%, ante 6,2% dos “Treasurys”.

De fato, muitos mercados continuam resistindo, no sinal mais recente de que os investidores estão buscando ativos que prometem retornos maiores depois das fortes altas apresentadas pelos índices de ações e títulos do mundo desenvolvido.

“Os mercados emergentes são uma das poucas pechinchas num mundo cada vez mais caro”, diz Jeffrey Kleintop, estrategista-chefe de investimentos globais da Charles Schwab Corp. SCHW +3.83% , que encerrou 2014 com US$ 2,5 trilhões em ativos sob gestão. Ele diz que os preços baixos dos papéis podem fornecer uma certa proteção quando a volatilidade aumenta, embora as ações dos mercados emergentes tenham sido bastante atingidas na retração das bolsas observada na última semana.

A expectativa é que os mercados emergentes cresçam mais rápido que os desenvolvidos, graças, em parte, aos preços menores das commodities. As ações do setor, após anos de desempenho fraco, tornaram-se atraentes.

Além disso, em vez de ver os mercados emergentes como um todo, alguns investidores estão selecionando países individuais.

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Desglobalização interessante abordagem

Interessante abordagem focando a tendencia da descontinuidade dos objetivos externos, voltando-se para a interiorização dos mercados.


Chegou a desglobalização

A leitura da imprensa financeira internacional nesse momento de “Copa, ter ou não ter” revela muito sobre o futuro do capitalismo global. Embora o campeonato organizado pela FIFA (US$ 1 bilhão em reservas derivadas de uma simples máquina de distribuição mundial de direitos de transmissão de partidas de futebol) seja o ícone maior do capitalismo do espetáculo global, a imprensa financeira traz notícia atrás de notícia indicando uma realidade oposta: a economia mundial entrou numa fase de “desglobalização”.

O nome é feio, o fato é que a desconstrução do capital global está acontecendo a olhos nus. E não me refiro apenas ao anúncio de um novo banco mundial de desenvolvimento com aportes dos BRICs (Brasil como abre-alas).

Duas tendências afetam diretamente o universo dos ultra-ricos e do capital financeiro global, tornando complicada a gestão de bancos e instituições com gigantescos patrimônios a preservar ou preferencialmente valorizar.

De um lado, depois da crise de 2008 o ajuste que recaiu sobre inúmeros bancos mundiais (quem sobreviveu) foi bem maior que o sacrifício ou mesmo prisão de altos executivos dessas mesmas instituições financeiras. Operar escritórios no mundo todo é interessante quando o sistema está em expansão. Durante a crise, a recessão e o período de crescimento lento a manutenção da rede não compensa. Houve milhares de demissões e especialização. Multas bilionárias tem sido impostas e o combate ao terrorismo somado às tecnologias digitais fecharam o cerco sobre a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal e a corrupção estatal (vale notar que denúncias graves no Brasil vieram à tona apenas porque autoridades de outros países deram o alerta e expediram decisões judiciais).

De outro lado, o “Financial Times” do último final de semana publicou um radioso caderno especial sobre gestão de grandes fortunas. Se bancos e outras instituições financeiras ainda sofrem os efeitos da crise, pagam multas bilionárias e se arriscam até mesmo a gerar nova bolha especulativa mesmo numa economia de crescimento lento, situação atual, os muito-muito-ricos aumentam em número e parecem levar a um renascimento da “City” londrina como o melhor lugar do mundo para instalar um banco ou uma gestora de riqueza privada num cenário de aumento no número de clientes com mega-fortunas, sobretudo com origem na Ásia, África e no Oriente Médio (alguma coisa da América Latina, como revela a reportagem ao repercutir os dilemas do investimento de grandes fortunas com um dono de empreiteira brasileiro).

O novo capitalismo está aí, a olhos nús: a ordem comercial e financeira que insuflou a globalização parece desmanchar no ar enquanto os muito ricos acumulam fortunas e se voltam para o mesmo Centro de sempre em busca de retorno, segurança e conforto. A decisão de criar um fundo global geopoliticamente diferenciado parece portanto ter suas boas doses de razão. Ao mesmo tempo, contribui para a mesma “desglobalização” frente à qual supostamente pretende defender os BRICs.

Com a falência dos organismos e acordos multilaterais nos últimos 25 anos, em praticamente todas as áreas, é improvável no horizonte o surgimento de alguma força capaz de superar essa contradição.

Brazil Outstanding Loans Grow

Brazil Outstanding Loans Grow at Slowest Annual Pace in 10 Years

Tuesday, August 26, 2014

Aug. 26 (Bloomberg) — Brazil’s outstanding loans grew in July at the slowest annual pace since March 2004, as the central bank continues to lower capital requirements to stimulate lending.

Bank lending rose 11.4 percent to 2.8 trillion reais ($1.2 trillion) in the 12 months through July, the central bank said in a report distributed today in Brasilia. Lending increased 0.2 percent from the previous month after climbing 0.9 percent in June.

President Dilma Rousseff’s administration is freeing up billions of dollars in credit as analysts expect the economy to grow at the slowest pace since the 2009 crisis. The central bank last week cut capital requirements for the second time in a month, saying the measure will better distribute liquidity. Policy makers have also indicated they will hold the key rate at the highest level in more than two years as inflation hovers near the top of their target range.

Swap rates on the contract due in January 2017, the most traded in Sao Paulo today, fell three basis points, or 0.03 percentage point, to 11.34 percent at 10:47 a.m. local time. The real strengthened by 0.6 percent to 2.2757 per U.S. dollar.

The central bank on Aug. 20 announced steps to boost lending by as much as 150 billion reais ($66 billion), saying those measures would ease credit restrictions without fueling inflation. Finance Minister Guido Mantega said later that day the government would allow banks to sell tax-exempt covered bonds to stimulate the housing market.

Loan Book

Itau Unibanco Holding SA is one of the banks that has seen slower-than-expected loan growth. The company’s loan book expanded by 9 percent in the second quarter, slower than its February forecast for 2014 lending growth, which was a range of 10 percent to 13 percent.

Gross domestic product shrank by 0.4 percent in the second quarter in the biggest quarterly contraction since 2009, according to the median estimate from 29 economists surveyed by Bloomberg. Brazil’s statistics agency will publish GDP data for the second quarter on Aug. 29.

Economists surveyed by the central bank expect the world’s second-largest emerging market to expand by 0.7 percent this year. That would be less than a third the pace of last year’s growth.

The consumer default rate rose to 6.6 percent from 6.5 percent in June, the central bank said in today’s report. The average interest charged on loans was 32.3 percent in July, compared with 32 percent in June, while corporate financing costs rose to 23.1 percent from a 22.6 percent in June.

Benchmark Rate

The central bank kept the benchmark interest rate unchanged at 11 percent in its last two meetings after lifting it by 375 basis points in nine straight meetings through April. That was the world’s longest tightening cycle at the time.

Consumer price increases in the year through mid-August reached 6.49 percent, marking the first deceleration in seven months, the national statistics agency said on Aug. 20. Brazil’s central bank targets annual inflation at 4.5 percent, plus or minus two percentage points.

Prices will slow to target if borrowing costs are kept steady, central bank President Alexandre Tombini told a Senate hearing on Aug. 5. Inflation is under control and will end this year within the official target range, he said.

–With assistance from Dominic carey in Sao Paulo.

To contact the reporters on this story: Matthew Malinowski in Brasilia at mmalinowski@bloomberg.net; Mario Sergio Lima in Brasilia Newsroom at mlima11@bloomberg.net To contact the editors responsible for this story: Andre Soliani at asoliani@bloomberg.net Harry Maurer

Walmart e Google podem substituir bancos

Walmart e Google podem substituir bancos


Wal-Mart e Google poderiam roubar clientes jovens de bancos tradicionais


Walmart e Google podem ‘roubar’ clientes de bancos

Tecnologia permite que empresas ofereçam serviços similares ao do setor tradicional atraindo o público mais jovem

Por Agências

Danielle Douglas 
THE WASHINGTON POST

Antigamente, os JPMorgans do mundo só temiam perder clientes para o Wells Fargo ou o Bank of America. Mas esse universo de competidores cresceu para incluir T-Mobile, Walmart, Google, e uma série de companhias de varejo, tecnologia e telecomunicações que já estão operando como bancos.

Estas iniciantes estão entrando no mundo bancário com cartões de débito pré-pagos que os consumidores podem usar para pagar contas, fazer compras e depositar cheques via câmera do celular – todas as coisas que podem fazer com sua conta corrente tradicional. E estão despertando o interesse de um grupo altamente cobiçado pelos bancos tradicionais: os jovens.

As empresas de pagamentos móveis ainda enfrentam alguma dificuldade para convencer o consumidor médio dos EUA que os pagamentos por celular constituem um serviço melhor. Para conquistá-los, as operadoras tentam responder às preocupações de segurança e atrair o grupo dos mais jovens que estão abertos a experimentação.

Uma nova pesquisa com quase 4 mil americanos feita pela Accenture revelou que 72% das pessoas entre 18 a 34 anos operariam com Walmart, Google ou T-Mobile se estes oferecessem serviços bancários.

Das quase 20 empresas sobre as quais os pesquisadores perguntaram, as pessoas se mostraram mais dispostas a contratar operadoras de pagamentos móveis como Square e PayPal em razão das relações que já mantêm com elas. Quase um terço dos pesquisados disse o mesmo sobre T-Mobile, Costco, Apple e Google.

Estas companhias possuem algumas coisas que poderiam realmente colocar uma ameaça aos bancos: uma base de clientes existente, escala, e a capacidade de adotar rapidamente novas tecnologias.

Considerem a T-Mobile, que tem 49,1 milhões de clientes sem fio, uma base estabelecida para a empresa de telecomunicações oferecer seu cartão de débito pré-pago. Muitos desses clientes usam telefones sem fiopré-pagos da T-Mobile (15,5 milhões) pelas mesmas razões que tornam os cartões pré-pagos atraentes: não há verificação de crédito nem contrato de longo prazo.

E com mais pessoas usando seus telefones móveis para transferir dinheiro ou tirar fotos de seus cheques para depositá-los, ter o mesmo provedor administrando a maioria dos passos nesse processo pode ser um atrativo.
Os pagamentos em todo o mundo feitos via telefone celular deverão aumentar 38% este ano para US$ 325 bilhões, em comparação com 2013, de acordo com a consultoria Gartner.

Em 2016, a região do Pacífico Asiático deverá ter o maior mercado do mundo no segmento de celulares, e as transações de pagamento por meio do aparelho deverão alcançar os US$ 165 bilhões, de acordo com o mesmo levantamento. Em seguida aparece a África, onde as transações devem atingir os US$ 160 bilhões no mesmo período. Os Estados Unidos ficarão em terceiro lugar e a Europa Ocidental em quarto.

Varejo
O grande fator transformador para bancos tradicionais é a lenta expansão do Walmart na atividade bancária de consumo. A maior cadeia de varejo do mundo ofereceu preços baixos todos os dias para desconto de cheque, transferências de dinheiro e contas correntes nos últimos anos.

Quando o Walmart se associou ao American Express para lançar o cartão pré-pago Bluebird como uma alternativa de baixo custo às contas correntes, a dupla atraiu um milhão de clientes em menos de um ano.

O Walmart lutou para conseguir uma carta bancária alguns anos atrás, mas foi frustrado por lobistas que foram radicalmente contra a varejista competir com os bancos tradicionais. Mas o Walmart pode estar rindo por último ao colher os benefícios de ser um banco sem as dores de cabeça de ser um banco regulamentado.

Estas ameaças externas estão chegando num mau momento para os bancos. Crescimento lento e custos regulatórios altos continuam a pressionar o retorno dos bancos sobre o capital, uma medida da capacidade do banco para extrair lucros do dinheiro de acionistas. E apesar da alternativa de tecnologia de pagamento poder interessar à unidade digital de um banco, a divisão de cartões deve temer que isso canibalize a receita, segundo pesquisadores da consultoria Accenture.

Os bancos já têm um pé no mundo digital, como vastas quantidades de clientes e dados de transações, e experiência em segurança, obediência dos regulamentos e processamento de pagamentos – que são difíceis de reproduzir, disse a Accenture. Mas os pilares que um dia sustentaram o setor muito acima do chão e longe de competidores de fora estão começando a ruir aos poucos.

/TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK  (ESTADO)

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Fibras sintéticas e o algodão

Fibras sintéticas abalam o reinado do algodão na indústria do vestuário dos EUA

    Por ALEXANDRA WEXLER

Para a indústria das confecções, o algodão vem perdendo elasticidade. Pressionados pela persistência dos preços altos do tecido natural, os fabricantes de vestuário estão incluindo fibras sintéticas em roupas que costumavam ser feitas 100% de algodão.

Este ano, as importações americanas de roupas feitas principalmente de materiais sintéticos devem ultrapassar as roupas de algodão, pela primeira vez em mais de 20 anos. Ainda recentemente, em 2008, 60% das importações de roupas ‒ que constituem a maior parte do atual mercado de vestuário nos Estados Unidos eram feitas de algodão.

A tendência é vista numa série de varejistas, desde marcas mais sofisticadas até o mercado de massa. Os jeans da AG, fabricante de Los Angeles especializada em brim de luxo, são feitos de algodão, liocel e poliuretano e custam US$ 168. A varejista americana American Apparel Inc. oferece uma camiseta de US$ 22 que mistura poliéster, algodão e viscose. A rede sueca Hennes & Mauritz vende um vestido de viscose e elastano nos Estados Unidos por US$ 12,95.

Embora a economia de custos seja um fator na redução do uso do algodão pelos fabricantes, os consumidores já estavam seguindo na mesma direção. A american Under Armour Inc. se tornou um negócio de US$ 2,9 bilhões anuais vendendo artigos esportivos feitos com materiais sintéticos, inclusive poliéster, um tecido à base de petróleo antes associado a calças esportivas e roupas para golfe. As calças para ioga da Lululemon Athletica Inc. não são mais usadas apenas na academia.

“Costumo usar tecidos que caem bem, então provavelmente [prefiro] uma mistura” de algodão com fibras sintéticas, diz a enfermeira Melissa Lance, de 38 anos. “Na verdade, não me importo em saber do que é feito, contanto que seja confortável e macio.”

A Under Armour começou como fornecedora de camisetas que absorvem a umidade para times esportivos. Agora vende toda uma série de artigos de vestuário, como calças femininas em tecidos que misturam nylon e elastano e suéteres de lã com capuz contendo poliéster.

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Falta eficiência e planejamento

A matéria abaixo foca de maneira lúcida como a nação Alemã, apesar dos problemas, e que não foram poucos, conseguiu por vezes, retomar com eficiência e planejamento, a condução do seu povo.

Eu já havia comentado com vários amigos a minha percepção de como poderíamos evoluir sem que o sistema brasileiro, como um todo, ficasse refém das pequenas estruturas e sim que todos se voltassem o pensamento e os atos para a nossa nação e a tornássemos um excelente País.


A Alemanha apresentou dois aspectos decisivos para o sucesso do país: disciplina rigorosa e elevada eficiência técnica e operacional

Um país é pobre quando seus habitantes não desfrutam de níveis confortáveis de moradia, alimentação, saúde, saneamento, educação e lazer. Também são típicos de países pobres a existência de precária infraestrutura, elevada taxa de mortalidade infantil, cidades sujas e violência urbana. O objetivo primeiro de qualquer sociedade e de qualquer governo deve ser sempre o progresso material necessário ao desenvolvimento social, e os dilemas das nações giram sempre em torno de como alcançar esse objetivo.

Uma questão bastante examinada por economistas e estudiosos do desenvolvimento é a recuperação e o desenvolvimento da Alemanha nos últimos 70 anos, após o país ter sido derrotado em duas guerras mundiais. Embora sejam vários os elementos envolvidos na explicação, a Alemanha apresentou dois aspectos na execução dos investimentos públicos e dos privados, sobretudo na área da infraestrutura física, que foram decisivos para o sucesso do país: o primeiro, a disciplina rigorosa; o segundo, a elevada eficiência técnica e operacional.

Somente no curto espaço dos 20 anos entre 1948 e 1968, a Alemanha reergueu a infraestrutura física e reconstruiu seu parque industrial, fatores fundamentais para o elevado padrão de bem-estar social alcançado por sua população. A eficiência econômica revelou-se na capacidade de estabelecer um plano bem estruturado de recuperação, no rigoroso planejamento das obras e na capacidade de cumprir os cronogramas físicos e financeiros na execução dos projetos. A capacidade de planejar e executar com eficiência foi de tal ordem elevada que apenas nas duas décadas seguintes ao fim da Segunda Guerra Mundial o país já era uma das nações mais desenvolvidas do mundo.

O povo alemão é conhecido por sua disciplina quanto a horários, prazos e na execução de tarefas técnicas, além da cultura de obediência às leis e às regras sociais não escritas. O economista Ludwig Erhard, principal autor das ideias e dos planos da recuperação alemã, estabeleceu quatro pilares sobre os quais o país deveria basear seu desenvolvimento: liberdade, eficiência, estímulo à iniciativa privada e investimentos em ciência e tecnologia. A missão foi cumprida, e uma das razões foi que, apesar dos danos materiais causados pela guerra, os níveis de educação da população eram elevados para os padrões mundiais da época.

É possível argumentar que o sofrimento resultante da guerra facilitou a aceitação de sacrifícios, o trabalho duro e a parcimônia no consumo, fatores determinantes na eficiência da reconstrução. Entretanto, passados os efeitos mais imediatos da derrota na guerra, a Alemanha continuou demonstrando elevada taxa de eficiência técnica e econômica nos investimentos públicos, nos serviços do governo e no funcionamento do sistema produtivo privado. Com isso, o país consolidou-se como produtor de bens e serviços de qualidade, alta produtividade do trabalho e invejável padrão de bem-estar social.

A disciplina alemã, que se tornou objeto de admiração do mundo, continua contribuindo para a eficiência e o sucesso nacional, e é exemplo a ser observado. No caso brasileiro, tanto a disciplina como a eficiência estão longe de serem suficientes para promover o crescimento econômico e o desenvolvimento social do país. Se forem somados os índices de corrupção, tem-se aí uma boa pista para explicar por que o Brasil continua tão pobre e com péssimos indicadores sociais.

Em sentido geral, a falta de eficiência tanto no setor público quanto no setor privado é grande – embora ela pareça ser mais elevada no governo, ainda que dados exatos não existam –, e isso tem levado o Brasil a jogar no lixo parte da renda nacional. Assim, o desperdício de recursos naturais, de trabalho humano e de dinheiro público – resultante de indisciplina, de ineficiência e de corrupção – é um dos fatores responsáveis pelo atraso brasileiro e, por consequência, pelo baixo padrão de bem-estar social de grande parte da população.

A sociedade brasileira tem desafios econômicos e sociais imensos, que não serão vencidos se não houver progresso na educação, nos costumes e na ética social, pois estes interferem na produção, na produtividade e na distribuição da renda. O atraso tem causas mais profundas do que apenas os indicadores econômicos.

Veja aqui a matéria extraída da Gazeta do Povo

Adotar salario minimo

Essa matéria a respeito do salário mínimo irá se contrapor à nossa menção ao artigo anterior Falta Eficiência e Planejamento?

Um País que se desenvolve espetacularmente durante décadas poderá agora alterar o eixo do seu planejamento?

Isso ocorrerá em função das outras nações que optaram por outro foco?

Esta frase me causou apreensão :   “Nós vamos decidir coisas que, considerado o meu programa de governo, eu não considero justas, entre as quais o salário mínimo generalizado”, admitiu (Angela Merkel).


Alemanha vai adotar salario minimo

Política de arrocho da renda foi a base do crescimento da competitividade do país nos últimos 15 anos e provocou queixas na UE

22 de novembro de 2013 | 2h 17
Andrei Netto, correspondente – O Estado de S.Paulo

PARIS – Um dos pilares da política econômica da Alemanha está prestes a mudar. Depois de 15 anos de arrocho na renda dos trabalhadores – uma estratégia para aumentar a competitividade da indústria -, a chanceler Angela Merkel anunciou ontem a criação de um salário mínimo no país.

A remuneração geral de base era uma reivindicação antiga dos demais países da União Europeia, que se queixavam do impacto que a baixa remuneração alemã causava nas exportações industriais de nações vizinhas.

O anúncio foi feito por Merkel durante discurso a empresários em Berlim e encerra meses de pressões, tanto da oposição interna quanto de Bruxelas e do governo da França. Merkel deixou claro o desconforto com a medida que terá de adotar. “Nós vamos decidir coisas que, considerado o meu programa de governo, eu não considero justas, entre as quais o salário mínimo generalizado”, admitiu.

A matéria completa poderá ser lida aqui

Empresas com Alto Desempenho BS2

Empresas com alto crescimento no Brasil

18/11/2013 – 10h00

Sobe número de empresas com alto crescimento no Brasil

DENISE LUNA
DO RIO

O número de empresas com alto crescimento no Brasil subiu em 2011 em relação ao total de empresas ativas, para 0,8%, contra 0,7% em 2010, mostrou um estudo do IBGE divulgado nesta segunda-feira (18).

São consideradas empresas de alto crescimento aquelas que aumentaram em 20% ao ano ou mais o número de empregados, por um período de três anos. Elas são divididas nas que cresceram por contratações, chamadas de empresas de alto crescimento orgânico, e as que cresceram por fusões ou aquisições, as empresas com crescimento externo.

Os dados constam na pesquisa estatística do IBGE sobre o empreendedorismo em 2011, que compara o desempenho desse ano com os ocorridos em 2009 e 2010.

Em 2011, o Brasil tinha 4.538.347 de empresas ativas, sendo que 49% desse total tinham pelo menos um pessoa ocupada assalariada, enquanto 10% tinham 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.

O número de empresas com alto crescimento atingiu 34.528 em 2011, 0,8% do total de empresas do país e 7,7% do total de empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas. O número é 3,6% maior do que no ano anterior e 11,6% superior na comparação com 2009.

Entre 2009 e 2011, essas empresas apresentaram um crescimento médio de pessoal ocupado da ordem de 171,8%, gerando 2,8 milhões de empregos, ou 48,5% das vagas criadas pelas empresas ativas no país.

O resultado porém é menor do que no triênio anterior, quando o pessoal ocupado cresceu 173,5%. A queda é explicada pelo IBGE pelo comportamento do PIB (Produto Interno Bruto) no mesmo período, que subiu 4,6% entre 2007 e 2010 e 3,8% entre 2008 e 2011.

O número de empresas de alto crescimento orgânico subiu para 34.106 em 2011, contra 33.320 em 2010 e 30.935 em 2009, enquanto as de alto crescimento externo somaram 422 empresas em 2011, contra 457 em 2010 e 248 em 2009.

Apesar do número ser expressivamente inferior ao total de empresas ativas do país, as empresas de alto crescimento se destacam pela capacidade de geração de emprego, informou o IBGE.

ARTE EM ALTA

Os setores de arte, cultura, esporte e recreação cresceram em participação entre as empresas de alto crescimento orgânico no triênio da pesquisa, aumentando seu peso de 4,9% (2009) para 5,6% (2011).

O peso das empresas do setor de educação pulou de 6,2% para 6,8% na mesma comparação, e o setor de água, esgoto e gestão de resíduos subiu de 9,1% para 9,7%. A indústria extrativa, onde se encaixa o setor de petróleo e mineração, cresceu de 9,8% em 2009 para 10,1% em 2011.

Em contrapartida, doze de 19 setores pesquisados apresentaram redução de representatividade nessas empresas.

O setor de construção lidera essa queda, com menos 2,2 pontos percentuais em 2011 e relação a 2009, caindo para uma participação de 12,6%, ante 14,8% há dois anos.

Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (6,9%) também recuaram em relação há dois anos, perdendo um ponto percentual contra a participação entre as empresas de alto crescimento orgânico que tinham em 2009 (7,9%).

VALOR ADICIONADO

Em 2011, as empresas ativas com pelo menos dez empregados geraram R$ 1,5 trilhão em valor adicionado bruto (renda gerada pelos bens e serviços, excluídos os custos de produção e os impostos). Em 2010 esse valor foi de R$ 1,3 trilhão.

Desse valor, R$ 201,5 bilhões foram gerados por empresas com alto crescimento orgânico, ou 13,4% do total. Na pesquisa anterior, referente a 2010, essas empresas representavam 15,1% deste valor, com R$ 200 bilhões. A participação maior diante de um volume de recursos menor se deve ao fato do número de empresas ativas terem crescido.

O setor de Serviços se destacou em 2011, segundo o IBGE, representando 30,7% do valor gerado entre as empresas com alto crescimento orgânico, seguido pela Indústria, com 29,1%. O setor de Construção teve um comportamento bem distinto, segundo o IBGE, com geração de 28,7% do valor adicionado bruto, contra 32,3% no ano anterior.

As empresas com alto crescimento orgânico pagaram R$ 75,8 bilhões em salários e outras remunerações em 2011, ou 11,5% do total pago pelo conjunto de empresas ativas com pessoal ocupado assalariado no país.

Empresas com Alto Desempenho BS2

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Grandes Construtoras e Incorporadoras deixam Curitiba

Gigantes do setor saem de fininho (Gazeta do Povo)

Grandes construtoras e incorporadoras, principalmente as de capital aberto, liquidam estoques e reduzem atuação em Curitiba

Depois de chegarem a Curitiba e praticamente dobrarem o número de lançamentos por ano, as principais construtoras do país estão reduzindo drasticamente o número de novos empreendimentos ou até mesmo encerrando suas atividades na cidade. A saída é marcada por uma onda de feirões e liquidações do estoque existente, com descontos de até um terço do valor original do imóvel.

A debandada atinge principalmente as gigantes de capital aberto do ramo, que realizaram seus planos de expansão pelo país em 2009 e agora recuam com a desaceleração do mercado imobiliário de baixa renda. “O mercado imobiliário voltou a sua origem. Reelegeu os empreendimentos de média e alta renda como foco principal dos seus negócios, sobretudo em São Paulo, saindo de outros mercados que tiveram muito mais lançamentos do que a cidade era capaz de absorver”, afirma o professor do núcleo de Real Estate da USP, Cláudio Tavares Alencar. Curitiba é um exemplo disso. A Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Paraná (Ademi-PR) estima que 11 mil unidades estejam nas mãos das incorporadoras e construtoras, enquanto a demanda não passa de 6 mil.

Em seus relatórios para os investidores,
as empresas admitem a desaceleração e saída de alguns mercados. Entre elas, a Tenda não tem previsão de lançamentos em Curitiba – em São Paulo, o ano da construtora foi marcado pela retomada de novos negócios. A PDG, que lançou 40% menos em todo o Brasil no ano, suspendeu dois de seus plantões de venda na cidade. A Rossi, que chegou a Curitiba na mesma época, conta com um lançamento em aberto desde o primeiro semestre e outro, de alto padrão, previsto para 2014. De acordo com o seu último balanço, a empresa planeja focar seus próximos empreendimentos em São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro. “É natural que, depois de todas as empresas aproveitarem a demanda reprimida por imóveis por alguns anos, elas voltem para seus mercados e seus nichos de atuação tradicionais”, explica o diretor da Hafil Inc, Caio Napoli.

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Recuperação de incorporadoras

Recuperação de incorporadoras ainda leva tempo

Por Chiara Quintão | De São Paulo (Valor)

 

A recuperação do setor de incorporação ainda demandará mais alguns trimestres, na avaliação do mercado. Algumas empresas ainda não concluíram seus respectivos processos de reestruturação, caso de PDG Realty, Brookfield Incorporações e Rossi Residencial. Isso ocorrerá ao longo de 2014, segundo analistas, com a possibilidade de se estender para 2015. Em relação aos lançamentos imobiliários, há expectativa de que as incorporadoras lancem, em 2013, Valor Geral de Vendas (VGV) menor ou semelhante ao do ano passado.

No terceiro trimestre, as incorporadoras de capital aberto lançaram, em conjunto, R$ 5,2 bilhões, 22% menos que os R$ 6,65 bilhões de julho a setembro de 2012. Espera-se que o volume de lançamentos no quarto trimestre seja ainda mais concentrado do que já costuma a ocorrer, sazonalmente, e uma das razões é que parte dos empreendimentos previstos para serem apresentados ao mercado anteriormente foram postergados por causa de prazos de aprovação de projetos mais longos do que os previstos.

 

“Mas mesmo que o volume de lançamentos cresça no quarto trimestre, não vai ser fácil o setor recuperar o que encolheu nos nove primeiros meses do ano”, diz um analista que acompanha o setor. A relação entre oferta de imóveis e demanda continuará a ser calibrada por um cenário em que consumidores estão mais cautelosos e os estoques prontos de imóveis continuam elevados.

Desde o início de 2013, o setor tem privilegiado a venda de estoques em relação a novos projetos. A preocupação se concentra nas unidades prontas ou próximas à conclusão que ainda não foram comercializadas ou retornaram à carteira das incorporadoras em função dos distratos.

Em contraponto ao aumento dos cancelamentos de vendas num ano de elevado volume de entregas, as empresas vêm apostando em campanhas de descontos e de facilidade de pagamentos. Mas como as incorporadoras estão mais rigorosas na triagem dos clientes e boa parte da análise dos recebíveis de unidades próximas à entrega já foi feita, a perspectiva é que os distratos se estabilizem ou caiam.
Leia mais em: Valor Econômico

 

Recuperação judicial no Brasil

Só 1% das empresas sai da recuperação judicial no Brasil

Índice é bem inferior ao dos Estados Unidos, onde cerca de 30% das companhias conseguem emergir da crise sem ir à falência

Apenas 1% das empresas que pediu recuperação judicial no Brasil saiu do processo recuperada. Desde que a lei foi criada, em fevereiro de 2005 até o último dia 10, cerca de 4 mil companhias pediram recuperação judicial, mas só 45 voltaram a operar como empresas regulares. No decorrer desses oito anos e meio, só 23% delas tiveram seus planos de recuperação aprovados pelos credores, 398 faliram e a maioria dos processos se arrasta no Judiciário sem definição final.

Os dados são de um levantamento da consultoria Corporate Consulting e do escritório de advocacia Moraes Salles feito a pedido do Estado. A pesquisa não considera empresas que estavam em concordata e migraram para a recuperação judicial quando a lei foi criada.

“A maioria dos planos aprovados não é um projeto de reestruturação para tornar a empresa viável economicamente. São basicamente renegociações de dívidas”, disse Paulo Carnaúba, sócio do Moraes Salles e presidente da comissão de estudos em falência e recuperação judicial da OAB/Campinas. “Isso explica em parte por que a taxa de sucesso é tão baixa.”

A recuperação judicial foi criada para substituir a antiga concordata e evitar a falência das empresas. As companhias que recorrerem à lei ficam blindadas de cobranças de credores por 180 dias e deverão elaborar um plano para recuperar a empresa. Esse plano precisa ser aprovado pelos credores e executado com sucesso pela companhia para o processo chegar ao fim. A decisão de encerrar a ação é da Justiça.

Companhias como a calçadista Via Uno e a fabricante de eletrodomésticos Mabe pediram recentemente recuperação judicial. Outras como a companhia aérea Varig e a Agrenco também tentaram esse caminho, mas faliram depois.

A próxima a entrar em recuperação judicial deve ser a OGX, petroleira de Eike Batista, que está inadimplente por deixar de pagar credores externos. A empresa tem até o fim do mês s para quitar o débito e, se não o fizer, os credores poderão pedir a sua falência. O mercado espera que a OGX recorra à recuperação judicial até o fim do mês.

“O empresário só recorre à recuperação quanto não vê outra saída. Quem passa a decidir o futuro da empresa são os credores e a Justiça”, explica Luis de Paiva, sócio da Corporate Consulting, que participou de mais de 200 reestruturações.

Execução. A tarefa de reerguer uma empresa envolve, no mínimo, dois grandes desafios: ganhar a confiança dos credores e conseguir manter a empresa operante. Muitas empresas em crise interrompem as atividades por falta de caixa e crédito para honrar compromissos básicos como pagar funcionários e comprar matéria-prima.

“É muito mais difícil recuperar a empresa se ela parar”, avalia o presidente da Strategos Consultoria, Telmo Schoeler, que já participou de cerca de 150 reestruturações de empresas. “O plano de recuperação tem de considerar de onde sairá o dinheiro para a empresa continuar a operar nesse período.”

Com a operação parada, as empresas perdem clientes e ficam com produtos e maquinário obsoletos. Na maioria dos casos assim, é questão de tempo para a recuperação judicial virar falência. Nos decretos de falência, é comum encontrar afirmações de juízes de que a recuperação é inviável porque as empresas já não existem mais.

Batalha jurídica. Os processos frequentemente se tornam uma batalha jurídica entre credores, acionistas e administradores judiciais. Cada um invoca a lei para tentar garantir seus interesses e a recuperação da empresa em si fica em segundo plano. Há muitos casos assim na história da lei brasileira.

O processo do laticínio Nilza, de Ribeirão Preto (SP), que já teve mil funcionários e tem fábricas paradas desde 2009, virou uma espécie de “novela”. Os credores aprovaram a transferência da empresa a um investidor, mas o processo foi contestado por um acionista -o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – e o Ministério Público pediu a falência da empresa por suspeita de compra de votos na assembleia de credores. Depois de uma batalha jurídica, a empresa faliu em outubro de 2012.

“A empresa foi vendida para um grupo que não tinha intenção de operar a fábrica. Era só para especular”, disse o síndico da massa falida, Alexandre Borges Leite. “É mais prejudicial aprovar uma recuperação inviável do que decretar a falência.”

A razão é simples: o tempo é inimigo de empresas em crise. Quanto mais se demora para resolver a questão, menos vale a companhia e mais difícil fica reerguer a empresa.

A Agrenco, por exemplo, pediu recuperação após uma investigação da Polícia Federal ter deflagrado uma crise na empresa, um ano depois de ela ter captado R$ 500 milhões na Bolsa. A ideia era simples: vender a usina de Marialva (PR) para terminar de construir outras duas usinas e se reerguer.

Não deu certo. O processo foi marcado por disputas judiciais entre credores, administradores e acionistas e trocas de gestão da empresa durante o processo. Um segundo plano foi elaborado, mas não foi aprovado pelos credores. A companhia teve sua falência decretada em agosto deste ano.

EUA. A recuperação judicial foi inspirada no chamado “Chapter 11” da legislação americana. Lá, a taxa de sucesso, historicamente, varia entre 20% e 30%, bem acima do 1% brasileiro.

A lei americana é mais aprimorada, mas as grandes diferenças são a agilidade do processo e a maturidade do mercado em enfrentar uma reestruturação, dizem os especialistas. Nos Estados Unidos, o envolvimento do credor é muito maior e não se resume a aprovar ou não o plano de recuperação.

No caso da montadora General Motors, por exemplo, que pediu concordata em 2009, credores como o governo americano e o sindicato United Auto Workers converteram suas dívidas em ações de uma “Nova GM”. O plano foi aprovado em cerca de 30 dias. A empresa se recuperou e os credores venderam suas ações anos depois.

Além da GM, entraram e saíram do “Chapter 11” diversas grandes empresas, como United Airlines, Citibank e até o banco Lehman Brothers, estopim da crise de 2008. Por aqui, ainda não há casos de gigantes que emergiram da recuperação judicial.

14 de outubro de 2013 | 2h 11
Marina Gazzoni – O Estado de S.Paulo