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Por concorrência bancária, BC acirra disputa com Cade

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Para a advogada Ana Paula Martinez, do Levy & Salomão, o BC tem critérios diferentes daqueles utilizados pelo Cade

Ao baixar uma circular para dizer que vai analisar a concorrência entre os bancos nos casos de fusões e aquisições no setor financeiro, o Banco Central deu mais um passo na disputa com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre quem deve julgar essas operações.

Julio Bittencourt/Valor

Saídas são demanda interna e investimento

Pergunta: A desindustrialização é inevitável frente às escolhas feitas pelo Brasil na condução da economia? (Valor)

 

Julio Bittencourt/Valor

A indústria global tem sofrido um profundo processo de mudança nas últimas décadas. Uma primeira tendência diz respeito ao intenso deslocamento da atividade industrial para alguns países em desenvolvimento, com destaque para o Leste asiático e a consolidação da China, como grande centro mundial produtor de manufaturas. A título de ilustração, os países em desenvolvimento (PED) já representam mais de um terço de toda a produção manufatureira mundial. A China sozinha responde por metade de toda a produção manufatureira realizada nos PED e, em termos globais, só é menor que a indústria manufatureira norte-americana. A maior participação dos PED na manufatura mundial não é um processo generalizado. Ao contrário, apenas 15 países concentram mais de 80% de toda produção manufatureira.

Investidores japoneses trocam real por outras moedas

Por ERIN MCCARTHY

Parece que os investidores individuais do Japão finalmente encontraram o substituto do Brasil.

A base de pequenos investidores do Japão, uma fonte importante de investimento em mercados emergentes, é conhecida há muito tempo por suas apostas consideráveis no real brasileiro. Esses investimentos geralmente são realizados por meio dos chamados “toshins”, fundos mútuos denominados em moeda estrangeira que aplicam em ativos de alto rendimento, como ações e títulos de dívida.

A armadilha brasileira

Por Cristiano Romero – Valor

Baseado na expansão do consumo, o modelo de desenvolvimento adotado pelo Brasil condena a indústria a um papel menor. Esse modelo contribui para valorizar o real frente a outras moedas, prejudicando a competitividade industrial. A apreciação do real também é resultado da forma como o país se inseriu na economia mundial na última década, ao transformar-se em competidor imbatível no setor de commodities, principalmente, agrícolas e minerais.

O que está por trás do crescimento lento do Brasil?

 

Por MARY ANASTSIA O’GRADY (WSJ)

Junto com a Rússia, a Índia e a China, o Brasil deveria ser um dos tigres econômicos do século 21. Então como é que cresceu meros 2,7% ano passado?

A presidente Dilma Rousseff gostaria que você acreditasse que isso é por causa da política de juros baixos do Federal Reserve, o banco central americano, que está diminuindo a competitividade do país e “prejudicando o crescimento”. Ela chegou a afirmar isso numa visita a Washington semana passada e numa viagem no fim de semana à Cúpula das Américas, em Cartagena, Colômbia.

Café brasileiro ganha respeito

Por KATY MCLAUGHLIN (WSJ)

James Freeman, proprietário de uma torrefação e da rede de cafés Blue Bottle Coffee Company, com sede em Oakland, na Califórnia, acaba de voltar de uma temporada de compras de café no Brasil. Ele visitou uma fazenda de café de propriedade familiar e comprou grãos que chama de “aveludados”, “lindos” e “voluptuosos”. Freeman começará em breve a vender o café por cerca de US$ 20 a libra (equivalente a US$ 44 o quilo) — o mesmo preço de seus melhores grãos da Etiópia.

Local de trabalho fica cada vez menos pessoal

Por RACHEL EMMA SILVERMAN e ROBIN SIDEL (WSJ)

Funcionários de escritório, esvaziem as suas mesas. O chefe pode estar vindo tomá-la.

À medida que empresas procuram cortar custos e acomodar uma força de trabalho cada vez maior, alguns empregados estão tendo que dar adeus às suas áreas de trabalho pessoais.

Espaços de escritórios sem dono fixo, às vezes chamados de “endereços vagos” ou “escritórios sem território”, há muito são uma realidade para consultores ou funcionários que trabalham na maior parte do tempo em casa ou na rua.

Desindustrialização?

A participação da indústria de transformação no Produto Interno Bruto (PIB) tem declinado nos últimos anos, atingindo 15% em 2011. Esse fato tem levado vários analistas a afirmar que está em curso um processo de desindustrialização no país. O governo, hiperativo, tem tomado várias medidas para salvar a indústria, como desonerações fiscais e aumento de impostos dos produtos importados. Mas, será que a desindustrialização existe mesmo? Em caso positivo, será que as medidas recentes do governo podem realmente salvar a indústria brasileira?

São Paulo é 4ª cidade com mais investimentos estrangeiros em 2011, diz estudo

Atualizado em  14 de março, 2012 – 07:03 (Brasília) 10:03 GMT
 

A cidade de São Paulo é a quarta no mundo que mais recebeu investimentos estrangeiros em 2011, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira em Paris e que integra 22 grandes cidades internacionais.

A capital paulista avançou três posições no ranking em relação ao ano anterior, segundo o estudo “Observatório dos Investimentos Internacionais” – realizado pela consultoria KPMG e pela agência de investimentos francesa Paris-Ile de France Capital Économique.

O relatório revela que São Paulo, com o total de 195 investimentos internacionais realizados em 2011, ultrapassou cidades como Paris, Moscou e Pequim e só está atrás agora de Londres, Xangai e Hong Kong, que continuam mantendo, como no estudo anterior, os três primeiros lugares do ranking, nessa ordem.

Gustavo Franco diz que Brasil deve se acostumar a real valorizado

A abundância cambial no Brasil não é produto de guerras cambiais mundiais ou resultado de um tsunami financeiro como afirma o governo, disse Gustavo Franco, antigo presidente do Banco Central do Brasil, que também é sócio e diretor executivo da firma Rio Bravo Investimentos.

“As autoridades no Brasil parecem estar querendo se eximir da culpa pela valorização da moeda”, disse Franco em uma entrevista ao The Wall Street Journal.

A paz é o momento de se preparar para a guerra

15.03.2012 16:08 – Luis Nassif – Carta Capital

Os próximos dois anos serão decisivos para a viabilização do crescimento sustentado brasileiro. E não serão anos fáceis.

Dilma Rousseff terá que enfrentar interesses poderosos ao mexer nos juros e câmbio. Terá o desafio de reerguer uma indústria combalida. Não haverá o benefício de taxas de crescimento robustas. E ainda se terá pela frente o tsunami monetário.

Produzir no País custa mais que nos EUA

Além do câmbio, mão de obra ficou mais cara: em 5 anos, custo do trabalho na indústria aumentou 46% no Brasil e 3,6% nos Estados Unidos

17 de março de 2012 | 18h 00
 
Raquel Landim, de O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Está mais barato produzir bens industriais nos Estados Unidos do que no Brasil. A afirmação parece um contrassenso, mas se tornou realidade. A crise provocou uma reviravolta na estrutura de custos das empresas, encarecendo uma nação emergente como o Brasil e tornando os EUA um país de baixo custo.

“As empresas relatam que hoje existem condições mais favoráveis para a produção industrial nos Estados Unidos do que no Brasil”, conta Gabriel Rico, CEO da Câmara Americana de Comércio (Amcham-Brasil), que reúne as multinacionais americanas instaladas no País.

Incentivos do governo à indústria não são suficientes, dizem críticos

PORTUGUESE – Updated April 4, 2012, 2:44 p.m. ET

O governo do Brasil anunciou terça-feira cortes nos impostos e crédito barato para a combalida indústria nacional, em mais uma rodada de medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff.

Mas rapidamente surgiram críticas de que as medidas são apenas remendos temporários que não atacam problemas estruturais mais profundos.

Inflação baixa gera cadeia de otimismo no Brasil

Uma inflação fraca em março, divulgada na manhã de quinta-feira, causou reações positivas e comentários otimistas no governo e no mercado brasileiros, com expectativa de queda de juros, maior crescimento econômico e alta do real.

O ministro Guido Mantega disse quinta-feira que a inflação fraca de março é “muito boa” e deu sinais de que o governo continuará a estimular crescimento.

Você já errou hoje?

Serviço| 13 de abril de 2012 | 7h 10

Você já errou hoje? Saiba por que a falha é muito importante para vencer como empreendedor

Abrir um negócio próprio envolve riscos e por isso quase metade das empresas ainda fecha prematuramente.

Não são poucos os casos de empresários que fracassam. De acordo com Marcelo Aidar, coordenador-adjunto do centro de empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a mortalidade das empresas caiu. Mas ainda assim, quase metade dos negócios fecham as portas até o quinto ano de funcionamento. “A atividade empreendedora é de natureza arriscada”, confirma.