balancos pos pandemicos

Empresas com seus balanços pós-pandêmicos

Como as empresas podem lidar com seus balanços pós-pandêmicos

Em meio à pandemia, as empresas do Reino Unido receberam um fluxo de apoio de crédito imposto pelo governo para estabilizar e apoiar as empresas. Na hora de retribuir isso, Martin Gray, diretor administrativo da Kroll, aconselhou as empresas a manterem comunicações claras com as partes interessadas e a contemplar planos para reestruturar seus negócios.

Os efeitos da recessão do coronavírus empurraram as empresas em todo o Reino Unido à beira do colapso – ameaçando enormes perdas no valor dos ativos e empregos. Ao longo do ano passado, os piores impactos possíveis desta situação foram compensados, com empresas do Reino Unido sendo apoiadas com iniciativas estaduais durante o auge da pandemia Covid-19. De acordo com Gray, que é Diretor-Superintendente na prática de assessoria em reestruturação da Kroll, a maior parte do apoio disponível foi por meio de produtos de dívida, o que pode estar prestes a colocar novas pressões sobre as empresas à medida que o país encerra as medidas de bloqueio.

Gray explicou: “A consequência das várias iniciativas que foram fornecidas desde o início da pandemia acabou por levar a um aumento substancial no nível de responsabilidades nos balanços das empresas do Reino Unido. Essa liquidez necessária foi amplamente obtida por meio de linhas de crédito com HMRC, fornecedores, proprietários e aumento de empréstimos bancários. Tudo isso deve ser reembolsado pelas empresas em um período de tempo relativamente curto e em um ponto em que permanece um nível inerente de incerteza sobre as perspectivas do mercado. ”

Na maioria das circunstâncias, o montante do passivo circulante aumentou desproporcionalmente a um ponto em que o nível de suporte dessas partes interessadas “foi maximizado”, enquanto eles esperam que esses níveis de passivo diminuam novamente “dentro de um período de tempo relativamente curto”. De forma realista, no estado atual das coisas, no entanto, isso pode não ser possível para a maioria das empresas “dependendo do setor, situação de liquidez e níveis de lucratividade”.

À medida que se aproxima o momento de pagar as dívidas, Gray afirmou que agora é “crítico” para as empresas manterem comunicação regular com as principais partes interessadas. Ao fazer isso, eles podem garantir que todos permaneçam informados e apoiem a direção que está sendo tomada, em um momento em que os stakeholders perdendo a paciência podem significar a ruína das empresas. Ao mesmo tempo, os diretores precisam usar essa janela de tempo de forma produtiva, para pesar o que vem a seguir.

“É imperativo que os diretores planejem de forma proativa os desafios à medida que navegam para sair do outro lado da pandemia Covid-19”, prosseguiu Gray. “Ao fazer isso, é importante considerar a composição de seu balanço patrimonial, como ele evoluiu nos últimos 12 meses e quais ações precisam ser tomadas para resolver esse desequilíbrio … Quando necessário, os diretores devem considerar as opções disponíveis para reestruturar o balanço patrimonial para ficar mais alinhado às necessidades de fluxo de caixa do negócio. Isso pode incluir a redução ou normalização de seus passivos circulantes com uma solução de dívida de longo prazo mais administrável. ”

Existem vários caminhos para encontrar essa solução, de acordo com o especialista da Kroll. Isso pode incluir fontes tradicionais de financiamento ou uma recapitalização por meios de capital. No entanto, em certas circunstâncias, nenhuma dessas opções pode estar disponível ou ser considerada adequada. Nestes casos, o Governo do Reino Unido anunciou um novo Esquema de Empréstimo de Recuperação – apoiando o empréstimo de até £ 10 milhões para empresas individuais e até £ 30 milhões para um grupo. À medida que as empresas buscam se recuperar da incerteza da pandemia e administrar suas dívidas, o uso desses recursos pode incluir gerenciamento de fluxo de caixa, crescimento e investimento.

Concluindo, Gray disse: “Portanto, a Kroll recomenda que os diretores façam uma avaliação crítica de seus negócios para garantir que sejam tomadas medidas oportunas e adequadas para criar uma plataforma estável para apoiar financeiramente e salvaguardar a longevidade de seus negócios”.

Com 5.000 profissionais em 30 países, a Kroll é uma das maiores redes de consultoria do mundo. A organização oferece suporte a clientes nas áreas de finanças corporativas, fusões e aquisições, reestruturação, soluções jurídicas e de negócios, análise de dados e conformidade regulatória.

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Análise da cadeia de suprimentos

Análise da cadeia de suprimentos para gerenciamento de estoque ideal

Um número crescente de organizações da cadeia de suprimentos está adotando análises prescritivas – a forma mais madura de análise – como um meio de otimizar seu gerenciamento de estoque. Luc Baetens, um parceiro da consultoria de transformação de negócios Möbius, descreve o caminho que a cadeia de suprimentos pode seguir em direção à análise de inventário prescritiva.

A adoção de insights baseados em dados pode ser um fator decisivo para o gerenciamento de inventário. Usando dados, as empresas podem chegar ao equilíbrio ideal entre os interesses frequentemente diferentes das principais partes interessadas, como vendas, finanças, manufatura e cadeia de suprimentos. É aqui que entra a análise de dados, fornecendo tanto a supervisão quanto os detalhes para tomar as melhores decisões, com rapidez.

Para obter o máximo da análise de inventário, é recomendável mover uma etapa de cada vez. A cada etapa, as pessoas aprendem e se acostumam com novas técnicas. E cada nova técnica traz ganhos adicionais que pagam pelo investimento adicional.

análise da cadeia de suprimentos para gerenciamento de estoque ideal

análise da cadeia de suprimentos para gerenciamento de estoque ideal

A etapa de análise descritiva cria visibilidade nos níveis de estoque em toda a cadeia de suprimentos. Relatórios ponta a ponta mostram a posição do estoque na cadeia de abastecimento. Eles podem revelar como os estoques de matéria-prima, produto intermediário e produtos acabados cobrem as vendas. As pessoas aprendem a pensar em valor e não apenas em unidades. E eles começam a ver como os estoques em níveis diferentes se somam para atender à mesma demanda.

A utilidade da análise descritiva é que ela combina informações para torná-la rápida e fácil de consultar. Mas não ajuda os planejadores a encontrar os itens que requerem atenção.

A análise de diagnóstico ajuda a identificar faltas ou estoques excessivos e entender suas causas. Ajuda os planejadores a ir direto para as unidades de manutenção de estoque que precisam de ação. Existe mais estoque do que o necessário? O que podemos fazer sobre isso? Como podemos evitar isso no futuro? Somos pequenos? Isso criará um problema?

A análise de diagnóstico de inventário também encorajará a administração a olhar além do valor total do inventário. Ao mostrar a qualidade do inventário, mostra a diferença entre estoques saudáveis ​​e não saudáveis. Para tornar isso possível, a empresa precisa de metas de estoque detalhadas, mas essas metas não precisam ser precisas. Técnicas simples geralmente são suficientes para determinar os estoques mínimo e máximo adequados.

A análise preditiva alertará sobre possíveis faltas e riscos de estoques obsoletos e de baixa rotação. Ao combinar dados sobre estoques e demanda, os algoritmos podem alertar os planejadores se os estoques correm o risco de ultrapassar sua vida útil. Eles podem criar avisos se os estoques atingirem níveis criticamente baixos e levar à perda de vendas muito em breve.

Para esses aplicativos, a análise precisa de informações de inventário detalhadas (em nível de lote, por exemplo), dados mestre confiáveis ​​e informações de demanda. A lógica se torna mais complexa, exigindo mais conhecimento das pessoas da cadeia de suprimentos. É por isso que é melhor começar fácil.

Finalmente, a análise prescritiva pode sugerir ações para melhorar a eficiência do inventário. Essas ações não devem ser simplesmente “lançar uma reposição”, é claro. Esse tipo de proposta deve vir do sistema de planejamento. A análise de estoque deve sugerir soluções que um sistema de planejamento básico não pode, como “mover o excesso de estoque do local A para o local B para reduzir o risco de obsolescência.”

A análise prescritiva também pode examinar os próprios parâmetros de inventário. Ao analisar dados de estoque, suprimento e demanda, ele pode propor alterações nos estoques de segurança, tamanhos de lote, prazos de entrega ou outros parâmetros de planejamento.

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Empresas ou Negócios, Participação, Aquisição/Compra

O que é Aquisição de Empresas ou Negócios?

Aquisição de empresas ou negócios é o processo de compra de uma empresa para aproveitar os pontos fortes ou fracos da empresa que fez a compra. Também pode ser definido como uma ação corporativa em que uma empresa adquire a propriedade de outra empresa comprando a maioria, senão todas as participações da outra empresa. Isso permite, portanto, que a empresa adquirente assuma o controle da empresa recém-adquirida. Uma aquisição ocorre quando uma empresa compradora obtém mais de 50% da propriedade de uma empresa-alvo. Como parte da troca, a empresa adquirente frequentemente compra as ações da empresa-alvo e outros ativos, o que permite que a empresa adquirente tome decisões sobre os ativos recém-adquiridos sem a aprovação dos acionistas da empresa-alvo. As aquisições podem ser pagas em dinheiro, nas ações da empresa adquirente ou uma combinação de ambos.
O processo começa com a definição do tipo de negócio que daria uma boa aquisição. Geralmente, negócios dentro do mesmo segmento ou um segmento de mercado altamente complementar são visados. Uma vez definido, o negócio-alvo é abordado e, caso seja demonstrado interesse, é realizada uma diligência devida para apurar as condições financeiras e outras condições do negócio. Quando os termos financeiros são acordados e o contrato é assinado, começa a parte da incorporação da aquisição. Processos, pessoas e produtos sobrepostos são avaliados e as peças de melhor desempenho são mantidas.

Considerações de compra durante a aquisição de empresas ou negócios

Cada aquisição de negócios traz consigo seus próprios desafios, alguns muito complexos e outros rotineiros, envolvendo questões comerciais, jurídicas e de relacionamento interpessoal. Para ter a maior probabilidade de manusear esses itens adequadamente e de sucesso no processo de compra e propriedade do negócio, é do melhor interesse do (s) comprador (es) levar devidamente em consideração muitas considerações ao investigar o novo negócio venture, bem como consultoria de serviços de profissionais como advogados, contadores, etc. Abaixo estão algumas considerações e etapas importantes que um comprador deve realizar ao decidir comprar um negócio.

(1) Due Diligence: este é o termo legal para avaliar cuidadosamente todos os aspectos do novo empreendimento que está sendo adquirido. Um comprador deve, portanto, contratar os serviços de consultores profissionais cuja função será criar uma lista de verificação de devida diligência e uma lista de perguntas e questões que precisam ser respondidas e resolvidas para a satisfação do comprador, mesmo quando o comprador analisa e obtém uma melhor compreensão do negócio. Alguns exemplos de perguntas a serem respondidas incluem:

• Qual é a história financeira recente da empresa?
• Algum problema de competição?
• O preço pago pelo negócio é o preço “certo”?
• Por que o negócio está à venda? Alguma outra parte tem o direito de prioridade para comprá-lo?
• Quais são o fluxo de caixa, equipamento, pessoal e outras necessidades do negócio para operar com sucesso?
• O que realmente está sendo comprado: estoque, equipamento, matéria-prima, contas a receber, contratos, uma lista de clientes, uma lista de clientes, um aluguel?
• Qual é a condição dos ativos que estão sendo adquiridos? etc.

(2-) Considerações de financiamento: Se a compra for financiada, o contrato de compra deve prever que o comprador tenha uma oportunidade razoável de solicitar e obter um compromisso vinculante para esse financiamento. O comprador deve buscar diligentemente esse financiamento, pois a obtenção de um compromisso de empréstimo pode levar algum tempo, e o fechamento do financiamento pode ser um processo desafiador para o comprador, especialmente se o financiamento estiver sendo fornecido por meio de um programa governamental especial, como um empréstimo SBA, tal como os programas de empréstimo 7 (a) ou 504.

• Gestão do Negócio: Antes de adquirir o negócio, os compradores devem ter um entendimento sólido da escolha da entidade para operar o negócio, quem será o proprietário dessa entidade, que irá administrar os assuntos do dia-a-dia do negócio (por exemplo, diretores ou gerentes), como os diretores ou gerentes serão remunerados e incentivados, e como os proprietários irão monitorar os diretores ou gerentes.

• Configure cuidadosamente a Equipe de Aquisição do Comprador: Comprar um negócio envolve muitos riscos e, para ser feito com mais sucesso, requer uma equipe experiente de profissionais e consultores para auxiliar o comprador durante o processo de compra. Cada membro da equipe de aquisição do comprador deve trazer a quantidade certa de habilidades, treinamento e experiência para permitir que o comprador trabalhe adequadamente no processo de compra: um advogado com experiência em empresas de compra para reconhecer os problemas e riscos críticos e ajudar o comprador a navegar por eles ; um banqueiro, banqueiro de investimento ou um intermediário / corretor de negócios para auxiliar na obtenção de financiamento para aquisição e, se desejado ou necessário, investimento de capital; e um contador experiente para revisar as declarações de impostos e demonstrações financeiras da empresa e trabalhar com o credor.

Goodwill de empresas ou negócios

Goodwill pode ser definido como um ativo, mas não pode ser visto ou tocado, portanto, é referido como um ativo intangível. Também pode ser definido como o excesso das considerações de compra sobre o valor total dos ativos menos passivos. Surge como resultado da conexão, reputação e eficiência de um negócio. Não é um ativo tangível e não pode ser realizado até que o negócio seja vendido.

Razões para goodwill

• Para proteção de patentes e direitos autorais
• A localização de um estabelecimento comercial também pode induzir o comprador a pagar pelo fundo de comércio.
• Habilidade gerencial: A eficácia e eficiência da gestão de uma empresa pode dar-lhes a reputação necessária,
• Qualidade dos produtos: A qualidade, durabilidade dos produtos de uma empresa pode conferir-lhe um bom nome.
• Posse de monopólio parcial: quando uma empresa não se depara com muita concorrência no mercado, pode se tornar monopolista.

Avaliação de Goodwil

Não existe um método real de avaliação do goodwill. No entanto, os seguintes métodos podem ser usados-

• Número de anos
• Super lucro
• Número de vezes da receita bruta anual de taxas
• Excesso do valor de um negócio sobre o valor realizável.

Características do Goodwill

• O valor é subjetivo
• Não pode ser vendido separadamente dos outros ativos da empresa
• Pode oscilar desde o dia de hoje

Razões para aquisição de empresas ou negócios

As empresas realizam aquisições por vários motivos. Eles podem estar buscando obter economias de escala, maior participação de mercado, maior sinergia, reduções de custos ou novas ofertas de nicho. Se desejam expandir suas operações para outro país, comprar uma empresa existente pode ser a única forma viável de entrar no mercado estrangeiro ou pelo menos a maneira mais fácil: A empresa adquirida já terá seu próprio pessoal (mão de obra e gestão), a marca e outros ativos intangíveis, garantindo que a empresa adquirente comece com uma boa carteira de clientes.
As aquisições são frequentemente feitas como parte da estratégia de crescimento de uma empresa, quando é mais benéfico assumir as operações de uma empresa existente do que expandir por conta própria. As grandes empresas acabam tendo dificuldade em continuar crescendo sem perder eficiência. Seja porque a empresa está se tornando muito burocrática ou porque enfrenta restrições de recursos físicos ou logísticos, eventualmente sua produtividade marginal chega ao auge. Para encontrar maior crescimento e novos lucros, a grande empresa pode procurar empresas jovens e promissoras para adquirir e incorporar em seu fluxo de receita.
Quando um setor atrai muitas empresas concorrentes ou quando a oferta das empresas existentes aumenta muito, as empresas podem olhar para as aquisições como uma forma de reduzir o excesso de capacidade, eliminar a concorrência ou se concentrar nos fornecedores mais produtivos.
Se surgir uma nova tecnologia que possa aumentar a produtividade, a empresa pode decidir que é mais econômico comprar um concorrente que já possua a tecnologia. Pesquisa e desenvolvimento podem ser muito difíceis ou demorados, então a empresa se oferece para comprar os ativos existentes de uma empresa que já passou por esse processo.

Avaliação

• O que é aquisição de negócios?
• Quais são alguns motivos para aquisição de negócios?
• Quais são os métodos para medir a avaliação do goodwill?
• O que é goodwill de empresas e negócios?
• Quais são os fatores a serem levados em consideração ao fazer uma aquisição de negócios?

MUDANÇAS CLIMÁTICAS: RISCOS E TRANSPARÊNCIA

TENDÊNCIAS NA GESTÃO EMPRESARIAL FRENTE ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS: RISCOS E TRANSPARÊNCIA

Desde 2011, o World Economic Forum vem reportando na sua publicação The Global Risk Report, os riscos relacionados às mudanças do clima como uma das principais ameaças globais aos negóciosEm sua 12ª edição, publicada em janeiro deste ano e elaborada com base na opinião de quase 750 participantes entre executivos de empresas, representantes governamentais, academia, ONGs, organizações internacionais e especialistas, mostrou que os eventos climáticos extremos se encontram no topo da lista dos maiores riscos para o meio empresarial. Tal cenário aponta para a necessidade de se desenvolverem soluções compartilhadas, reconhecendo o papel dos diversos setores empresariais na gestão mais responsável e responsiva ao risco global.

Diante de uma ameaça real para a economia, as mudanças climáticas estão impulsionando as empresas para o desenvolvimento de metas Science Based Targets (SBTs) e ferramentas analíticas (climate analytics) com o objetivo de aprimorar a avaliação de vulnerabilidade e riscos associados à mudança do clima. Nesse contexto, as bases científicas – mais robustas e atualizadas – passam a compor os fundamentos e diretrizes para avaliações periódicas não somente a respeito das mudanças climáticas, mas também sobre seus impactos, riscos e formas de mitigação.

Expostas aos riscos das mudanças do clima e sua potencial materialização – seja com a perda do valor econômico de ativos, danos a propriedades por eventos extremos, multas decorrentes de não atendimento às exigências legais e regulamentações de mercado, dentre outros – um número cada vez maior de empresas busca meios de adaptação considerando o risco climático que ameaça a perenidade e sustentabilidade dos seus negócios.

Tais riscos passam a ter maior importância e atenção do mercado global após o lançamento, em junho deste ano, do relatório do Conselho de Estabilidade Financeira (FSB, na sigla em inglês) com recomendações sobre como as empresas podem relatar os riscos e oportunidades relacionadas às questões climáticas. Logo após o Acordo de Paris ter sido assinado em dezembro de 2015, o FSB, órgão ligado ao G20, estabeleceu uma Força Tarefa (Task Force on Climate-related Financial Disclosure – TCFD) que elaboroueste relatório, o qual apresenta uma série de recomendações e ações voluntárias a organizações de diferentes setores sobre a forma de relatar riscos e oportunidades climáticas em seus relatórios financeiros.

Se implementadas, as recomendações resultarão em maior transparência na divulgação dos atuais e potencias impactos financeiros relacionados aos riscos e oportunidades climáticas. Globalmente,  onze instituições financeiras (Itaú, Bradesco, ANZ, Barclays, Citi, National Australia Bank, Royal Bank of Canada, Santander, Standard Chartered, TD Bank Group e UBS), que representam 7 trilhões de dólares em ativos, já adotaram as recomendações do TCFD na busca por uma gestão mais eficaz e mais transparente, o que poderá impulsionar as empresas a assumirem o compromisso da divulgação mais clara e precisa sobre os aspectos que as impactam, além dos meios de mitigação e oportunidades de negócio nas ações pelo clima.

No Brasil, após o governo federal ter firmado um acordo global desafiador para o avanço no combate às mudanças do clima – se comprometendo a reduzir 37% das emissões de gases de efeito estufa (GEE) até 2025 e 43% até 2030, em relação aos níveis de 2005 — observamos a mobilização de diversos setores empresariais  para tratar tendências e antecipar futuras tributações mandatórias, e assim, incorporarem um novo direcionamento na cadeia de valor que poderá impactar positivamente os resultados dos negócios. Nesse sentido, os sistemas de precificação de carbono vêm sendo discutidos e considerados pelo governo brasileiro como importantes mecanismos para a promoção da redução de gases GEE, já que podem incentivar o aumento de investimentos em pesquisa visando o desenvolvimento de meios de produção e novas tecnologias menos “carbono-intensivas”.

Importante pontuar que, para minimizar os potenciais impactos relativos aos riscos climáticos, as empresas devem, primeiramente, compreendê-los segundo suas especificidades para, então, incorporar controles à gestão de riscos empresarial. Apesar dos compromissos já assumidos pelo setor financeiro, vale destacar que há um longo caminho na busca da efetiva gestão dos riscos climáticos.

Neste momento, questiona-se a maturidade das estratégias empresariais, que necessitam efetiva absorção das questões de sustentabilidade. O que pode-se afirmar com segurança é que a resposta das organizações diante dos efeitos das mudanças climáticas em seus negócios requer uma estratégia disruptiva de gestão de riscos.

Por: Camila Araújo, sócia da área de Risk Advisory da Deloitte
Rodolpho Simas, gerente de Risk Advisory da Deloitte e especialista em serviços de sustentabilidade
Ana Lia Touso, gerente de Risk Advisory da Deloitte e especialista em serviços de sustentabilidade

LEI DA TERCEIRIZAÇÃO CHEGANDO

Sancionada em março deste ano, a Lei da Terceirização (13.429) vem sendo analisada com cautela pelas empresas, que aguardam decisões quanto à Reforma Trabalhista, em tramitação no Senado.

“A Lei da Terceirização não está consolidada, não traz muitas obrigações em relação aos trabalhadores, o que talvez seja melhor esclarecido com a Reforma Trabalhista, por isso as empresas aguardam sua finalização para agirem”, explica Fernando Azar, sócio da área de Consultoria Tributária da Deloitte.

O consultor, entretanto, ressalta que a publicação da Lei sobre Terceirização foi bastante positiva, pois proporciona uma segurança jurídica que, até então, não existia, referindo-se principalmente à permissão da terceirização da atividade-fim, um dos pontos mais importantes da Lei.

Antes dela, não havia uma definição do que a empresa podia, de fato, terceirizar. “Essa medida possibilita às empresas a tomada de decisão muito mais estratégica”, argumenta Azar.

CENÁRIO DA TERCEIRIZAÇÃO

Levantamento inédito realizado recentemente pela Deloitte e pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que, nos 17 países analisados, não há distinção entre atividade-meio e atividade-fim para regular a terceirização.

“Não há restrição sobre quais etapas do processo produtivo podem ser delegadas a outras empresas. Na maioria dos países ainda não há legislação específica sobre o tema, sendo que as relações de trabalho são regidas pelas respectivas leis trabalhistas”, explica Sylvia Lorena, gerente-executiva de Relações do Trabalho da CNI.

“O principal ponto é que, em outros países, não há restrição quanto à terceirização da atividade-fim e não houve correria para se terceirizar, nem precarização de atividades, nem desemprego. Tudo fluiu bem, com bons resultados”, relata Fernando Azar.

Sylvia concorda, esclarecendo que a falta de definição clara entre “fim” e “meio” motiva conflitos e aumenta a distância entre o Brasil e outros países, fazendo com que as empresas brasileiras percam espaço para a concorrência no mercado internacional.

ESTRATÉGIA E QUALIDADE COMO FOCO

“Em todo o mundo, com a terceirização, as empresas buscam a especialização e a incorporação de tecnologias que elas não possuem, o fornecimento de bens ou serviços que possam levar a ganhos de eficiência e de produtividade em seu processo fabril, diz Sylvia Lorena.

Do ponto de vista das empresas de menor porte, a terceirização significa uma forma de buscar no mercado uma parceira com estrutura e expertise para realizar uma etapa fabril para a qual elas não têm capital ou capacidade técnica de realizarem sozinhas, ampliando sua possibilidade de crescimento no mercado.

“A expectativa agora é de que, com uma norma alinhada à prática consolidada no plano internacional, o empreendedor brasileiro e o investidor internacional deixem de sofrer com uma ultrapassada fonte de incerteza”, pondera Sylvia.

E continua: “nenhuma empresa hoje, seja no Brasil ou no mundo, é capaz de fazer tudo sozinha. Por isso, busca parceiras que agreguem ganhos de eficiência, permitam o intercâmbio e a absorção de novas tecnologias em etapas do processo produtivo de uma empresa”.

“É sempre válido reforçar que a terceirização não tem por finalidade a redução de custos, mas sim buscar a especialização. Trata-se de algo estratégico para as empresas, para que ganhem competitividade e conquistem mais espaço em seu mercado”, concorda Fernando Azar.

ATENÇÃO AO COMPLIANCE

Como qualquer decisão estratégica de uma empresa, a terceirização precisa levar a resultados positivos, como ganhos de produtividade e de eficiência. Assim, a prática exige uma análise prévia detalhada e a escolha criteriosa de parceiros que prestarão o serviço específico.

Destaca-se a necessidade de atenção ao Compliance, verificando se o terceiro cumpre a legislação (anticorrupção, trabalhista, previdenciária, tributária, etc.), observando condições que oferece aos seus trabalhadores, qualidade dos serviços prestados, integridade, entre outros. “A empresa não pode contratar um terceiro sem se preocupar com aspectos que possam gerar danos à sua imagem e reputação”, alerta Azar.

SAIBA MAIS EM DELOITTE

Mercado dá adeus a reformas no curto prazo

Mercado dá adeus a reformas no curto prazo e prevê dias difíceis na economia

Economistas já admitem que reformas trabalhista e previdenciária estão comprometidas.

Parada na bolsa é vista como ajuste depois de “autoengano” sobre recuperação.

Da euforia à depressão, foi preciso parar o jogo e colocar as projeções em ordem. Foi assim que o mercado financeiro no Brasil viveu esta estranha quinta-feira, que demandou o chamado circuit breaker diante da tormenta política que começou na noite de quarta, com a revelação de áudios gravados clandestinamente pelo empresário Joesley Batista. Somente 20 minutos após a abertura da Bolsa de Valores de São Paulo os papeis caíram 10,47%, o que paralisou o pregão. “Nunca vivi uma situação como esta em 15 anos de mercado”, resumiu André Moraes, analista da Clear Corretora, em sua análise diária no programa Bom Dia Mercado. Na verdade, em 2008 a bolsa brasileira viveu quadro similar, mas era a crise do Lehman Brothers, que afetou o mundo todo.

Desta vez, era o furacão Temer que, como ele mencionou em seu pronunciamento nesta tarde, estava vivendo uma espécie de lua de mel na economia. “Quero deixar muito claro dizendo que meu Governo viveu nesta semana o seu melhor e o seu pior momento.Os indicadores de queda de inflação, os números de retorno de crescimento da economia e os dados de geração de emprego criaram esperança de dias melhores. O otimismo retornava e as reformas avançavam no Congresso Nacional”, afirmou. Mas Joesley Batista cruzou seu caminho com um gravador escondido e colocou o presidente e seu projeto de poder em um terreno movediço. Algo que, como o próprio Temer reconhece, “trouxe de volta o fantasma de crise política de proporção ainda não dimensionada.” Crise política combina com instabilidade, que gera volatilidade no mercado, e deixa investidores no escuro. Tudo que agentes financeiros mais temem.

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Implantação do IFRS 9 vai além dos padrões contábeis

Implantação do IFRS 9 vai além dos padrões contábeis

Principais áreas envolvidas são Controles Internos, Gestão de Risco, Compliance, Controladoria, Relações com Investidores, Auditoria Interna, diferentes comitês e Conselhos

O IFRS 9 (International Financial Reporting Standards 9), que passa a valer a partir de 01/01/2018, traz muito mais do que novos padrões contábeis, mas a necessidade de rever toda a estrutura de governança, capacitando as áreas envolvidas para esta nova realidade.

Empresas de todos os setores e principalmente instituições financeiras que seguem os padrões contábeis internacionais devem implementar o IFRS 9.  “Trata-se da maior alteração desde a criação do IFRS, motivada principalmente pela crise de 2008, em derivativos e ativos tóxicos, onde todos os stakeholders tiveram expressivas perdas que não puderam ser previstas”, explica Gilberto Souza, sócio da área de Mercado de Capitais da Deloitte.

Principais mudanças

O IFRS 9 propõe mudanças significativas em projeções de resultados, pagamento de dividendos e percepção de valor de mercado das empresas. Deve gerar impactos maiores nas instituições financeiras, considerando-se o efeito no volume e a volatilidade de provisões para perdas. Espera-se, ainda, que afete o índice de Basileia, que mede a relação entre o capital das instituições financeiras e os recursos emprestados.

Hoje, a contabilidade, através do CPC 38 (IAS 39), apura perdas incorridas. Com a nova norma, será necessário contabilizar também uma provisão para perdas esperadas.

“Deve-se determinar uma probabilidade de perda esperada nas suas transações e contabilizá-la da melhor maneira. Para isso, será necessário estabelecer métricas estatísticas de comportamento histórico do devedor. O gerenciamento da base de dados dos bancos passa a ser ainda mais fundamental”, argumenta.

Estrutura de Governança

Gilberto Souza explica os impactos da nova norma: “áreas como Tecnologia, Controles Internos e Governança Corporativa serão bastante afetadas. As unidades de Finanças, Controladoria e Relações com Investidores também estão nesta lista, tanto por conta do aumento dos requerimentos de divulgação impostos pela adoção do IFRS 9, quanto pelo maior grau de transparência nos princípios, organização e informações”.

Segundo ele, também são esperados o aumento de controles internos para validação do modelo adotado e análise dos resultados produzidos, seus impactos no patrimônio líquido, lucro, gestão de dividendos e projeções de resultados. Pode gerar impacto também na formação de preços, além da preocupação em manter o nível de qualidade dos dados.

“Ainda que não haja incremento nos níveis de inadimplência, é preciso quantificar adequadamente o risco. É necessário conhecer muito bem os clientes, sua carteira de crédito e contas a receber. Quanto melhor a empresa gerenciar seus riscos de crédito, menor o impacto nos dividendos e nas ações da companhia”, explica.

Como se preparar?

Embora a norma entre em vigor apenas em 2018, Gilberto Souza esclarece que a adaptação deve começar bem antes. “As informações financeiras, pela nova regra, devem ser divulgadas de forma comparativa: em relação ao menos a 2017. Sendo assim, as empresas já deveriam olhar hoje para estes dados, de forma a reunir indicativos que proporcionem esta comparação”.

Para o consultor, este processo, em bancos, por exemplo, leva cerca de dois anos para ser realizado satisfatoriamente, dependendo do seu porte e complexidade.

10 aspectos a observar

1 – Comunicação: informar e instruir todas as áreas envolvidas da empresa.
2 – Gestão da base de dados
3 – Gestão e desenvolvimento de modelos de crédito
4 – Gerenciamento do projeto
5 – Treinamento das áreas envolvidas
6 – Política de divulgação ao mercado: informações ao investidor
7 – Estratégia comercial: no caso dos bancos, poderá haver impacto nas taxas de juros, em função da gestão do risco de crédito. Deverão avaliar estratégia de descontinuar produtos pouco rentáveis, por exemplo.
8 – Tecnologia: desafio de criar ferramenta para cálculo de perda esperada e implementá-la no dia a dia, diante de constantes mudanças tecnológicas.
9 – Impacto no índice de Basileia: para alguns bancos, será necessário pensar em alternativas para captar recursos.
10 – Impacto no resultado: quanto melhor gerenciar o risco de crédito, menor o impacto no patrimônio e no lucro dos bancos

Matéria: Deloitte

Captar investimentos externos

Como atrair a atenção para captar investimentos externos

Introdução

Há uns oito anos, percebi que abrimos a comporta do consumo individual focado não no aumento da renda mas, no aumento do endividamento.

A ilusão causou um verdadeiro frisson na população, que há tanto tempo sonhava com produtos até então impossíveis de serem adquiridos, que o desembolso de pequenas quantias mensais foi causando a alegria pelo ter – possuir.

Com o passar do tempo, percebendo que a inflação estava contida, que os aumentos de preços eram esporádicos, a população vislumbrou nesse processo “a luz no fim do túnel”.

Com o crédito farto, viu-se muita gente com vários cartões de crédito, várias contas em vários bancos e outras formas de obter recursos para tornar os sonhos realidade.

Hoje, acredito que essa euforia tenha se reduzido porque as pessoas não têm mais de onde tirar os pequenos valores de seu orçamento, já que ele está todo comprometido com os gastos realizados. Não é incomum notícias sobre grandes liquidações, onde as pessoas adquirem bens, vestuário, etc. somente por estarem com preços baixos; sem previsão de utilização efetiva ou necessária.

A economia desacelerou porque o consumo atingiu o seu limite, e não a curto prazo mas, sim por uns dois anos mais, pelo menos. Até que a população restaure as possibilidades de compra.

A Construção Civil produziu bastante para atender a demanda carente, via financiamento habitacional, só que as oscilações econômicas não garantem a estabilidade no emprego e o que poderá ser visto adiante, poderá ser uma inadimplência acentuada.

Outro produto que causou grande agitação para a aquisição, foram os automóveis que, apesar do valor embutir elevados impostos, também foram oferecidos a longo prazo. Uma pena que muitos, em seus delírios consumistas, esqueceram que valores para manutenção devem ser previstos e que a parcela da prestação não é a única saída de dinheiro do salário mensal.


Planejamento Eficiente é a chave para a evolução.

A mim sempre esteve claro que, apesar das graves crises externas, o capital retornaria aos locais onde o risco é menor, embora o retorno sobre o investimento também possa ser.

Abrimos as portas para receber o capital externo mas, não estávamos, e ainda não estamos preparados para contê-lo em nossa nação. E é claro que o investidor deseja retorno atraente mas, com o mínimo risco. Um risco que seja mensurável e que possa ser previsto em uma oscilação projetada.

Eu desejo muito sucesso à nossa Presidenta, no convencimento de que nós possamos atrair capital para realizar e sustentar o nosso crescimento, mas questiono:

  • Como poderemos atraí-los, se ainda não completamos o nosso ciclo de evolução  conjuntural?
  • Qual a segurança que poderemos lhes oferecer, se o nosso sistema judiciário ainda necessita de muito labor para se tornar totalmente eficiente?
  • Qual a garantia que eles terão para investir e obter retorno sobre os recursos alocados, o ambiente seria promissor?
  • Qual a projeção de melhora no poder aquisitivo da população, se focarmos o valor do salário mínimo (Janeiro 2014  – R$724,00) em comparação com os estudos do DIEESE, que consideram o conjunto de parâmetros reais da razão da sua existência (em R$ 2.765,44 – dezembro/2013). O Espaço é grande, ainda falta – R$ 2.041,44, em cada mês, ou seja,  281,97 % , para que as pessoas possam ter uma vida digna, mesmo olhando para aqueles menos favorecidos. Em quanto tempo isso ocorrerá?;
  • Quantas siglas partidárias ainda precisarão existir para que o sistema político possa evoluir para o seu objetivo principal, ou seja, a evolução da nação?;
  • Como padronizar a evolução das cidades da nossa nação, para que sistematicamente não ocorram catástrofes, desabamentos, estradas ineficientes, acessos inoperantes, falta de saneamento básico, hospitais, médicos?;
  • Como tornar as prefeituras municipais mais eficientes, seguindo planos estabelecidos para 20 ou 30 anos; cobrando o iptu, que deveria ser mensal – divulgado no início do ultimo mes do ano anterior – junto com a conta de energia elétrica e da água (assim se tentaria evitar que uns pagassem pelos outros);
  • Em quais cidades o sistema de comunicações (telefonia, acesso à banda larga, etc.) funciona adequadamente? Quantas são aquelas onde não funcionam ou deixam a desejar? É obrigatória a renovação por equipamentos modernos, quando se outorgam as concessões? Em que prazo? Temos orgãos reguladores mas, e os fiscalizadores?;
  • Como apenar melhor a vasta população carcerária? Onde estão as Colônias Penais Agrícolas? Como o preso poderia contribuir compulsoriamente com o seu trabalho, e receber por isso em uma conta poupança a ser utilizada quando de sua saída, ou ainda sustentar/ajudar a sua família? Quantos tipos de ocupações eles poderiam ter em vez de permanecerem quase imóveis em seus cárceres minúsculos? (Creio que a privação da liberdade poderia ser direcionada para algo útil);
  •  Será que os Políticos são Administradores? Quais as provas que o nosso sistema solicita para que haja eficiência? Por que tantas promessas não cumpridas? Não é aqui também que faz falta o Planejamento Eficiente?
  • Qual o mecanismo que deveria ser criado para que pudéssemos importar sucessos já testados em outras nações e acelerar o nosso desenvolvimento?;

O caminho a percorrer ainda é longo, as nossas dimensões continentais nos forçam ainda mais ao Planejamento Eficiente. Vamos começar logo, depurar o que não serve mais, e ir avante.

Sérgio Siqueira – BS2 Consulting

Planejando sob tom sombrio

Para obtermos um Planejamento Eficiente devemos estar preparados para estar planejando sob tom sombrio.


 Tom sombrio impera nos mercados emergentes

Por Francesco Guerrera
Feb. 3, 2014 6:30 p.m. ET
Explicar o tumulto que tomou conta da Argentina, Turquia, Tailândia e outras economias em desenvolvimento não será tarefa fácil. Mas pode ser de estranhar que muitos gestores astutos de fundos não estejam recomendando uma retirada completa de mercados emergentes.Os fatos são assustadores. As ações de mercados emergentes perderam quase 7% só em janeiro, muitas moedas foram fortemente golpeadas e bancos centrais tiveram que recorrer a medidas de emergência para estancar a hemorragia. Como era de se esperar, os investidores caíram fora. Fundos de índice que se concentram em ações de mercados emergentes viveram a segunda maior debandada já registrada na semana encerrada em 29 de janeiro, de acordo com a Lipper, que monitora fundos mútuos.Agora, a má notícia. Esse surto de volatilidade foi provocado por duas mudanças fundamentais e duradouras: a redução do ritmo de compra de títulos de dívida pelo Federal Reserve, o banco central americano, e preocupações sobre a economia e o sistema bancário da China.A redução do estímulo monetário dos Estados Unidos e os sinais de debilidade da China, que responde por mais de 10% do produto interno bruto global (e mais de 30% do PIB dos mercados emergentes), levou investidores a focar o raciocínio. As economias com fundamentos ruins — grandes déficits em conta corrente, crescimento fraco, instabilidade política — tornaram-se párias.No jargão de Wall Street, o “apetite para o risco” de gestores de fundos mudou: em vez de ter fome de ativos como a lira turca e ações americanas, eles começaram a se alimentar de ativos mais seguros, como notas do Tesouro americano.Alguns investidores já estão esgotados. Um gestor confessou na sexta-feira que sentia vontade de “deitar no chão” para se recuperar de uma semana brutal. Para aqueles que ainda estão de pé, o próximo passo vai depender da escolha de ativos e de estômago para enfrentar um passeio de montanha-russa. Presumindo que o Fed mantenha o curso e a economia da China se segure, aqui vai um possível mapa para o labirinto dos mercados emergentes.”Estou muito ocupado e muito otimista sobre os mercados emergentes.” O prêmio para a frase mais surpreendente da semana passada vai para Adrian Mowat, estrategista-chefe de ações asiáticas e mercados emergentes do J.P. Morgan Chase JPM +0.59% & Co.Na opinião dele, uma política monetária mais apertada nos EUA poderia beneficiar os mercados emergentes se ela coincidir com um crescimento econômico mais forte. Ele também acredita que a dependência da economia mundial na China é exagerada.

Além disso, a recente queda das ações de mercados emergentes tornou algumas empresas baratas. Mowat prevê que as ações nas economias emergentes estão sendo negociadas a um desconto de 36% em relação a ações correspondentes nos EUA, comparado com uma média histórica de 20%. A previsão dele para o índice de mercados emergentes MSCI, uma referência para o mercado, é que ele feche o ano cerca de 28% acima dos níveis atuais. Entre as maiores apostas do J.P. Morgan estão a empresa de energia russa OAO GazpromOGZPY +1.92% o banco russo OAO SberbankSBRCY +2.50% e a montadora Hyundai Motor Co. 005380.SE +1.11% , da Coreia do Sul.

É justo dizer que Mowat é uma voz solitária num coro de pessimismo. Alguns especialistas, como Jay Pelosky, estão francamente apocalípticos. Pelosky, cuja empresa, J2Z Advisory LLC, administra um total de US$ 3 bilhões, realizou na semana passada uma teleconferência com clientes chamada: “A economia global roubou a derrota das garras da vitória” [uma inversão irônica da frase “roubar a vitória das garras da derrota”].

“As chances de uma recuperação global sincronizada foram liquidadas pelo que está acontecendo nos mercados emergentes”, diz Pelosky. “Os modelos de crescimento estão todos quebrados, sejam eles na Europa, nos EUA ou nos emergentes.” Na receita dele para sobreviver a esses tempos sombrios estão apostas a descoberto em petróleo, para lucrar com a esperada desaceleração no crescimento global, e a compra de ações de mineradoras de ouro e títulos de dívida de longo prazo de municípios dos EUA e do Tesouro.

Outros ainda não estão prontos para adotar uma postura completamente defensiva. Nas últimas semanas, Sara Zervos, chefe da equipe de dívida global da OppenheimerFunds, fez uma simples pergunta a si mesma: “Quem perdeu até os calções?” À medida que o tumulto se aprofundava, mais e mais países ficaram expostos e Zervos, cuja equipe administra mais de US$ 18 bilhões, desviou a mira de títulos de dívida pública para dívida corporativa. Ela acredita que investidores experientes possam encontrar boas oportunidades em empresas de mercados emergentes com alta avaliação.

Um traço comum entre essas visões díspares é manter o foco no longo prazo. À medida que políticas e o apetite para o risco mudam, estamos testemunhando uma grande mudança nos fluxos de capital que moldarão a paisagem de investimento para um mundo sem estímulo substancial de bancos centrais.

Marc Chandler, estrategista-chefe global de câmbio da Brown Brothers Harriman, gestora de mais de US$ 3 trilhões em ativos, acredita que essa sacudida geral force a saída de “investidores turísticos”, mas que os dólares menos volúveis ficarão.

“Esta é uma correção de longo prazo dos fluxos de capital que levará dois ou três anos para ser concluída”, diz ele.

Fonte: WSJ

Serviço de Conformidade Fiscal via internet

Empresas economizam com Serviço de Conformidade Fiscal via internet

A tecnologia automatiza os serviços da área fiscal de empresas reduzindo custos

Alex Yin *

Publicada em 25 de outubro de 2013 às 07h19

Infelizmente o Brasil ainda carrega o estigma de país dos impostos e fica entre as 30 nações com as maiores cargas tributarias do mundo. Esses valores são arrecadados tanto de pessoas físicas como de empresas, das mais variadas formas. No caso das companhias, pior do que pagar impostos é calcular o valor na alíquota de produtos de forma errada, pagando mais do que o devido.

Ainda é comum as empresas terem um departamento responsável pela área fiscal, que realiza trabalhos de forma manual apurando os impostos de mercadorias, atualizados através de checagem de guia semanal impressa e até mesmo no Diário Oficial. Além de um numeroso departamento, às vezes é necessário também o serviço de um advogado tributarista para a interpretação das leis e as formas de aplicações. Até pouco tempo esse quadro era irreversível, pois ainda não havia surgido nenhuma tecnologia que auxiliasse neste trabalho, o que gerava interpretações e pagamentos errôneos.

Os passos na evolução na área fiscal caminharam lentamente por muito tempo, mas finalmente as empresas estão incorporando novidades e avanços nessa área. Principalmente porque já pagam altas quantidades e qualquer redução de valores apurados a pagar vale muito à pena.

O mais novo aliado das empresas neste serviço é um webservice, o Tax Compliance Services ou  Serviço de Conformidade Fiscal, capaz de informar os percentuais de tributação, reduções e alterações de base de tributação na aplicação do cálculo de impostos incidentes nas diversas operações fiscais em tempo real para a emissão e/ou validação de documentos fiscais de mercadorias (PIS/COFINS, ICMS, IPI e Substituição Tributária).

A novidade é única no Brasil e garante rapidez e precisão, pois se trata de um serviço muito simples que automatiza algo que era manual, numa consulta de cerca de 5 a 10 minutos, parecido com um celular pré-pago.

Primeiro é feito o cadastro com senha, login e adesão ao contrato. Depois, o depósito em dinheiro na conta do serviço de pagamento online, seguindo facilmente o passo a passo no site e a cada nova consulta ele vai debitando. Basta apenas digitar as informações referentes aos produtos, a categoria e o que é o produto, qual a origem e destino, para serem apuradas e baseadas na legislação mais atual nacional e regional. É valido para o Brasil todo. Além de calcular o valor, o sistema avisa se houve alguma alteração na legislação. Não há restrições de horário para a utilização do serviço, podendo ser utilizado tanto de dia como a noite e de qualquer lugar, todas as operações são informadas e documentadas em mensagens de e-mail.

Muitas empresas estão optando pela novidade via internet, que atende a corporações de todos os tamanhos, sendo que as maiores possuem a opção de terem um projeto customizado, não só para terem cálculos precisos, mas também para reduzirem o número de pessoal na área fiscal, que antes era completamente manual.

 

(*) Alex Yin  é  Gestor de Unidade de Negócio de Solução Fiscal e Tributária da YKP

Auditoria e Corrupção

Auditoria e Corrupção

Ao se constatar que o Brasil é um dos países menos auditados do mundo, é de se questionar: se assim não fosse será que teríamos menos corrupção em nosso país?

A constatação vem do estudo realizado pela empresa Ernst & Young, uma das principais e maiores desse segmento em todo o mundo, que levantou alguns números interessantes sobre a relação entre o número de habitantes e a quantidade de auditores, como parâmetro para medir o percentual do trabalho de auditoria em cada país.
Nesse estudo, Argentina figura com 13.205 habitantes por auditor; o Chile, 8.711. Na Alemanha, são 4.558 habitantes por auditor; na França, 4.310; e nos Estados Unidos, 2.327. Os países campeões em auditoria, segundo esse critério, são a Holanda, com 899 habitantes por auditor, a Inglaterra, com 1.316, e o Canadá, 1.508.
O Brasil possui apenas um auditor para 24.615 habitantes.
Auditoria é em um exame cuidadoso, sistemático e independente das atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor, cujo objetivo é averiguar se estão de acordo com as disposições planejadas e/ou estabelecidas previamente, se foram implementadas com eficácia e se estão adequadas (em conformidade) à consecução dos objetivos.
Ela deve ser compreendida como um conjunto de ações de assessoramento e consultoria. 
A verificação de procedimentos e a validação dos controles internos utilizados pela organização permitem ao profissional auditor emitir uma opinião de aconselhamento à direção ou ao staff da entidade em estudo, garantindo precisão e segurança na tomada de decisão. 
Muitas vezes, o trabalho é executado com a finalidade de atender a interesses de acionistas, investidores, financiadores e do próprio Estado, ou para cumprir normas legais que regulam o mercado acionário.
É comum, ao término de uma auditoria, a emissão de um documento formal, conhecido como Parecer da Auditoria, que serve para publicação junto às 
Demonstrações Financeiras ou Contábeis, no encerramento de um período ou do exercício social, por força de exigência da legislação.
A Comissão de Valores Imobiliários (CVM) é a entidade regulamentadora da profissão e do exercício profissional, sendo a responsável pela fiscalização do segmento.
A atuação do auditor pode ser importante arma na luta contra a corrupção nas organizações. A auditoria, entretanto, muitas vezes é percebida como mera avaliação das atividades do Departamento de Contabilidade de uma organização. Com a chegada do auditor, os funcionários normalmente se sentem vigiados e ficam intranquilos.
O trabalho de auditoria, ainda que em algumas situações especiais necessite fazer fiscalizações rigorosas, não tem como objetivo policiar profissionais ou suas atividades.
(Engenharia Compartilhada)

As 20 profissões do futuro

22/09/2013 às 15h21

Empresa de tendências indica as 20 profissões do futuro

SÃO PAULO  –  Folhapress – Segundo a empresa de tendências Sparks & Honey, podemos esquecer o modelo de carreira estável e linear. A ideia é que as profissões se tornem mais complexas, colaborativas e especializadas.

A companhia indicou uma lista de 20 carreiras que farão sucesso nos próximos anos. A maior parte delas são consultorias personalizadas ou que ajudam profissionais a se guiar no mundo virtual. Algumas já existem, mas terão uma demanda maior no futuro. Outras têm um grande potencial e ainda deverão ser criadas.

Veja a lista abaixo:

Conselheiro de produtividade: as pessoas precisarão de ajuda para melhorar a sua produtividade, combinando saúde, bem-estar, gestão do tempo e aconselhamento de carreira.

Curador digital: um especialista que recomenda e mantém seu rol de aplicativos, hardwares e softwares para melhorar sua vida pessoal e profissional.

Balanceador microbiológico: um especialista que avalia a composição microbiológica de um ambiente ou indivíduo.

Desorganizador corporativo: as empresas pedirão um organograma mais colaborativo, e será preciso que alguém embaralhe e quebre as hierarquias corporativas.

Tutor de curiosidade: um conselheiro que não só forneça inspiração e conteúdo para despertar a curiosidade, mas que ensine a arte da descoberta.

Especulador de moedas alternativas: as moedas virtuais estão ganhando força e isso é uma boa oportunidade para um especialista que se dedique a estudar esse mercado.

Pastor urbano: especialista em plantas criadas em jardins de pequena escala ou em áreas urbanas incomuns.

Faz-tudo 3D: um especialista em impressão 3D que fabrica tudo o que uma pessoa precisa.

Administrador de morte digital: alguém que cria, administra ou elimina dados após a morte de alguém.

Arquivista pessoal: na era da vida completamente documentada, haverá a necessidade de especialistas para organizar, catalogar e dar sentido aos conteúdos pessoais.

Especialista em desintoxicação digital: a internet estará em todos os lugares, e precisaremos de um profissional para nos ajudar a desintoxicar do mundo virtual e ter uma vida mais saudável.

Especialista em crowdfunding: alguém que entenda como promover e obter fundos para um projeto através de financiamento público.

Consultor de novas habilidades: esse profissional ajuda os clientes a desenvolver e adquirir novas habilidades para ocupar cargos inéditos nas empresas.

Personal trainer baseado em dados: um instrutor de saúde que não só recomenda dietas, mas também analisa os dados de rotina pessoal e aptidão para que o cliente tenha um melhor estilo de vida.

Cinegrafista de experiências: esse cinegrafista viverá experiências por outras pessoas e as gravará para os chamados “exploradores de sofá”.

Conselheiro de não escolaridade: esse profissional incentiva os alunos a invadir o mundo real e experimentar a vida, em vez de apenas buscar caminhos tradicionais de ensino.

Consultor de privacidade: esse especialista estudará vulnerabilidades de segurança em aspectos pessoais, físicos e virtuais.

Consultor de carreiras via Skype: consultores de carreira que preparam e ajudam profissionais por meio de entrevistas remotas ou vídeoconferências, com dicas de etiqueta, aparência e habilidades de conversação.

Agente de memes: assim como um agente de celebridades, esse profissional representará personalidades que se tornaram memes na internet.

Condutor de drones: a demanda por drones (aviões não tripulados) pedirá guias experientes.

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Fábrica de carros em Sergipe

Fábrica de carros em Sergipe

Árabes assinam acordo para fábrica de carros de R$ 1 bi em Sergipe

Do UOL, em São Paulo

O governo de Sergipe assina nesta quinta-feira (27) protocolo de intenções com o grupo saudita Amsia Motors para a construção de uma montadora de carros híbridos e elétricos no Estado que deve receber investimentos de R$ 1 bilhão.

O objetivo da empresa é produzir carros de passeio pequenos, para atender à ascenção da classe média.

O presidente da empresa, Mustafá Ahmed, e o príncipe saudita Faisal Al Saud, investidor do grupo, chegaram ao país no último fim de semana para acertar os últimos pontos do protocolo de intenções para a realização do projeto, que será instalado no município de Barra dos Coqueiros, na região metropolitana de Aracaju, afirmou a agência de notícias do governo sergipano.

A montadora, que tem acordo com o grupo saudita Eram, planeja concluir obras da unidade em 14 meses. A companhia “produzirá primeiro carros de passeio para, numa segunda etapa, ampliar a produção para ônibus e implementos agrícolas”, segundo a agência sergipana.

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Empresas desafiadas pelo envelhecimento

Empresas desafiadas pelo envelhecimento

Envelhecimento desafia empresas

Cerca de 60% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos em 2040. Será preciso encontrar formas de valorizar essa experiência

22/05/2013 | 00:25 | CÍNTIA JUNGES COM COLABORAÇÃO DE RAFAEL NEVES, ESPECIAL PARA A GAZETA DO POVO (Curitiba-PR)

O Brasil está envelhecendo. A prova é que o número de profissionais com mais de 45 anos de idade vai mais do que dobrar nos próximos 30 anos no Brasil. Segundo um levantamento realizado pela consultoria PwC em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), 57% dos profissionais em idade ativa terão ultrapassado os 45 anos em 2040. Hoje, eles correspondem a 24% da força de trabalho brasileira, que é composta, em sua maioria, por trabalhadores com idade média entre 30 e 44 anos de idade.

Embora seja uma tendência dos países em desenvolvimento, o envelhecimento da força de trabalho ocorre de forma acelerada no Brasil e esconde um grande desafio para as empresas, que precisam se preparar para lidar com essa nova realidade, mas demonstram resistências para contratar profissionais mais velhos. Para especialistas, essa postura tende a agravar o problema da falta de mão de obra qualificada e comprometer o crescimento das companhias. “Não há base científica que comprove a redução da produtividade do trabalhador mais velho. O que as empresas precisam é de uma gestão eficiente capaz de aproveitar o que esses profissionais têm de melhor, que é experiência e o conhecimento”, afirma João Lins, líder de Gestão do Capital Humano da PwC Brasil.

Contradição

Mesmo com a bagagem e o potencial dos profissionais mais velhos, a pesquisa aponta que 63% das empresas não enxergam essa força de trabalho como uma alternativa ao apagão de talentos e 70% delas acreditam que eles custam mais caro. E as restrições ao fator idade não param por aí. Metade das empresas prefere profissionais mais jovens quando a ocupação do cargo se dá por trabalhadores desempregados. Na disputa de vagas em condições de igualdade, os mais novos também levam vantagem.

Por outro lado, 94% das organizações reconhecem que o lado mais positivo da contratação de profissionais mais velhos é a transmissão de experiência e conhecimentos úteis para os mais jovens. Para 86% dos empresários, os profissionais acima de 60 anos são melhores em solucionar problemas. Além disso, são mais confiáveis; mais organizados e comprometidos no trabalho; mais equilibrados emocionalmente; e mais fiéis à empresa.

Para que a valorização dessa força de trabalho se traduza em ações práticas, primeiro as empresas precisam superar essa contradição. “Como no Brasil esta tendência é recente, é necessário considerar desde já práticas de gestão de idade. Se fala muito em Geração Y, mas não sobre o envelhecimento dessa geração no país”, alerta afirma Maria José Tonelli, vice-diretora acadêmica da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP). “Entendo que essa preparação inclui olhar práticas bem sucedidas em outros países que já contam com uma força de trabalho mais madura”, diz ela.

Inevitável Mais da metade das empresas observa o fator idade na seleção

O diploma em um curso técnico e as mais de três décadas de experiência em um laboratório de medicamentos animais não foram suficientes para manter o gerente administrativo Jorge Luiz Cichon no cargo. Aos 52 anos de idade ele foi dispensado, nove meses após a aposentadoria. “Foi inesperado, porque eu já tinha 36 anos de casa. Em menos de um mês, eu e os outros três funcionários mais antigos da companhia fomos demitidos sem explicações”, lamenta Cichon, que durante um ano bateu à porta de mais de dez empresas até conseguir uma nova colocação.

A dificuldade de Cichon em voltar ao mercado de trabalho revela um cenário que ainda é predominante no Brasil: o empresariado não é muito receptivo a profissionais mais velhos na hora de contratar. O estudo da consultoria PwC e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 58% das empresas consideram a idade um fator relevante para a seleção dos candidatos.

Mas, enquanto é empecilho para uns, a idade pode ser uma vantagem para outros. Aos 43 anos, Marcelo Vieira foi contratado pelo laboratório de biotecnologia da Novozymes, uma multinacional com unidade em Araucária. “A vaga era para um cargo de gerência e o perfil que eles procuravam era por um profissional experiente. Levei vantagem em relação aos candidatos mais jovens”, conta.

Apesar de não ter um programa específico para contratação de funcionários mais velhos, 24% dos empregados da Novozymes têm 45 anos ou mais. O presidente da multinacional na América Latina, Pedro Luiz Fernandes, explica que a idade não faz nenhuma diferença no currículo. “Contratamos quando as habilidades do candidato atendem às nossas necessidades, e nada mais”.

Embora a pesquisa aponte para restrições das empresas com relação ao fator idade, as informações que vêm do mercado mostram o contrário. “As empresas que nos procuram em busca de profissionais dificilmente impõem limite máximo de idade”, garante Thiago Sebben, gerente do escritório de Curitiba da Hays, consultoria de recrutamento de média e alta gerência.

Mas Sebben afirma que são poucas as empresas que adotam políticas específicas para inclusão destes profissionais. “Muitos empregadores fazem esforços para incluir pessoas com deficiência em seus quadros, mas nenhum reserva cotas fixas para funcionários acima de determinada faixa etária”, observa.

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Loja virtual de tecnologia para investidores

Brasil inaugura a 1° loja virtual de tecnologia para investidores

QUI, 23 DE MAIO DE 2013 11:28

Com taxas de crescimento que surpreendem ano após ano, o e-commerce provou que é uma tendência irreversível. Até o fim deste ano, este segmento movimentará R$ 28 bilhões, crescimento de 25% em relação ao ano passado. O Brasil, em 2013, será o responsável por metade das vendas online da América Latina, com 23,2 milhões de e-consumidores, ou seja, 34% dos usuários de internet. Este número deve superar os 31 milhões de brasileiros até 2015.

Para entrar neste mercado bilionário, a CMA lança no Brasil A sua loja virtual, o primeiro canal de vendas diretas focado em gestores de empresas e investidores finais dos mercados financeiro e agropecuário brasileiros.

“Percebemos uma forte demanda pelas soluções que oferecemos para os diferentes segmentos de mercado. Decidimos, então, criar um canal adicional de vendas que permitisse acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana, com total disponibilidade de consulta e facilidade de contratação 100% segura. Os clientes que buscam os serviços da CMA Shop tem demonstrado grande interesse em sistemas, fixos ou móveis, com informações atualizadas em tempo real para a gestão de seus negócios, empresas e investimentos” explica Raphael Juan, Diretor de Produtos e Mercados da CMA.

“Para atuar no varejo, não há solução melhor que a automatização das vendas através de uma loja virtual! Nosso público já conhece e compra no ambiente virtual e isso facilitará para o usuário na hora de contratar um serviço na CMA Shop. Queremos utilizar a loja como um elemento de reforço do processo de expansão da CMA para países em que ainda não atuamos. De fato, a loja já começou a receber visitas de usuários internacionais (EUA, Canadá, Argentina, Espanha, Japão e China), indicando demanda externa pelos serviços que ofertamos”, explica  Juan.

Os primeiros serviços vendidos são os aplicativos móveis da CMA para tablets e smartphones (iOS, Android e Blackberry). Estes sistemas acompanham, em tempo real, as principais Bolsas de valores e mercadorias do mundo, câmbio & moedas, notícias financeiras/políticas/agrícolas, além do mais abrangente conjunto de indicadores macroeconômicos nacionais (juros, empréstimos, investimentos, índices e séries econômicas) ideal para gestores de empresas e investidores em geral. Entretanto, qualquer investidor, seja ele profissional ou pessoa física pode comprar as plataformas profissionais.
“A CMA é mundialmente conhecida não apenas pelos seus produtos mas, também, pela confiabilidade e segurança de suas soluções tecnológicas. A CMA Shop vem agregar mais um canal de aquisição dos nossos serviços por aquelas pessoas que preferem a agilidade da compra online”, finaliza Juan.

Hoje, além dos aplicativos móveis, a CMA Shop também oferece sistemas para terminais fixos, conteúdos variados para cada perfil de usuário e cursos presenciais e virtuais para formação e especialização de investidores. Estão previstos para 2013 lançamentos de novos serviços para usuários com interesse em investimentos em commodities agrícolas, metálicas e de energia.

(Redação – Agência IN)

No mundo dos dirigentes de bancos centrais

Como funcionam as coisas no mundo dos dirigentes de bancos centrais

Em julho, o presidente do Banco Central dos EUA, Ben Bernanke disse que percebeu no outono de 2008 que alguns bancos na Inglaterra estavam manipulando a Libor. Segundo Bernanke, ele chamou a atenção de Mervyn King, chefe do Banco da Inglaterra, para esse fato. Aparentemente, Mervyn King não fez nada, já que a manipulação continuou, mas Bernanke disse ao Congresso que não podia fazer mais do que isso. O artigo é de Dean Baker.