Adotar salario minimo

Essa matéria a respeito do salário mínimo irá se contrapor à nossa menção ao artigo anterior Falta Eficiência e Planejamento?

Um País que se desenvolve espetacularmente durante décadas poderá agora alterar o eixo do seu planejamento?

Isso ocorrerá em função das outras nações que optaram por outro foco?

Esta frase me causou apreensão :   “Nós vamos decidir coisas que, considerado o meu programa de governo, eu não considero justas, entre as quais o salário mínimo generalizado”, admitiu (Angela Merkel).


Alemanha vai adotar salario minimo

Política de arrocho da renda foi a base do crescimento da competitividade do país nos últimos 15 anos e provocou queixas na UE

22 de novembro de 2013 | 2h 17
Andrei Netto, correspondente – O Estado de S.Paulo

PARIS – Um dos pilares da política econômica da Alemanha está prestes a mudar. Depois de 15 anos de arrocho na renda dos trabalhadores – uma estratégia para aumentar a competitividade da indústria -, a chanceler Angela Merkel anunciou ontem a criação de um salário mínimo no país.

A remuneração geral de base era uma reivindicação antiga dos demais países da União Europeia, que se queixavam do impacto que a baixa remuneração alemã causava nas exportações industriais de nações vizinhas.

O anúncio foi feito por Merkel durante discurso a empresários em Berlim e encerra meses de pressões, tanto da oposição interna quanto de Bruxelas e do governo da França. Merkel deixou claro o desconforto com a medida que terá de adotar. “Nós vamos decidir coisas que, considerado o meu programa de governo, eu não considero justas, entre as quais o salário mínimo generalizado”, admitiu.

A matéria completa poderá ser lida aqui

Duravel – desenvolvimento

O que deve ser durável – desenvolvimento:

O caminho escolhido pelo Brasil para combater a crise é arriscado porque se baseia quase que exclusivamente no consumo e dá pouco espaço à poupança. (O que deve ser durável – desenvolvimento)

Mais uma vez, chegou o fim do prazo de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incide sobre os automóveis e, mais uma vez, foram confirmados os rumores de que o benefício será prorrogado – agora, até 31 de dezembro. Mais uma vez, o governo estará colocando sobre os ombros do cidadão brasileiro uma responsabilidade que é grande demais: salvar a economia nacional da pasmaceira provocada pela desaceleração da economia global.

Não há problemas em incentivar a indústria nacional para combater os males de uma crise que se arrasta há quatro anos, a mais intensa em quase cem anos – na verdade, é o que estão fazendo todos os países, de uma forma ou de outra. Mas há formas diferentes de fazer isso. Na França, um plano elaborado por Louis Gallois, ex-executivo-chefe da European Aeronautic Defense & Space (EADS), prevê cortes de impostos sobre a folha de pagamento, no valor aproximado de 50 bilhões de euros. Em Portugal e na Espanha, cortes importantes nos orçamentos do ano que vem estão sendo planejados. No primeiro caso, o estímulo vem por meio da redução nos custos pagos tanto por empresários quanto por trabalhadores. Nos outros dois, a administração estatal está diminuindo os seus gastos para adaptar-se a uma situação em que a dívida pública é grande demais.

No Brasil, a estratégia anticrise resume-se a conceder mais e mais estímulos para o consumo. O brasileiro, é verdade, respondeu: o consumo das famílias cresceu 2,5% de julho de 2011 a junho de 2012, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) global elevou-se em 1,2%. Entretanto, essa fórmula não vai funcionar para sempre. O estímulo serve à indústria de bens duráveis e semiduráveis – carros, geladeiras, máquinas de lavar. O adjetivo não está ali à toa: bens duráveis realmente duram. Por mais que os juros sejam menores e o preço tenha o desconto amigável do IPI, ninguém troca de geladeira todo ano.

O programa de concessões na área de logística, anunciado em agosto, parecia uma mudança de atitude. Atacava um setor que é ponto fraco no plano de desenvolvimento do país e previa um investimento grande – R$ 133 bilhões –, mas distribuído ao longo de 25 anos, com impacto real sobre o crescimento econômico (conforme escreveu, em artigo publicado na Gazeta do Povo à época, o presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço).

O caminho escolhido pelo país é arriscado porque se baseia quase que exclusivamente no consumo e dá pouco espaço à poupança. É inegável que o consumo faz girar a economia e é necessário em um momento como o atual. A poupança, entretanto, constitui reserva de capital a ser aplicado continuamente. Isso, é claro, se for alocada em ativos privados, como ações e títulos privados de renda fixa.

O estímulo ao consumo era para ser um paliativo, uma concessão feita pelo governo para acabar quando a crise também se acabasse. Mas ela está durando, e há ainda muito a ser feito para abrir o caminho de um desenvolvimento sustentável. É preciso reduzir o impacto da dívida pública sobre as contas do governo, por meio da oferta de títulos de longo prazo – isso já vem ocorrendo, mas pode ser acelerado. Só assim a União poderá liberar recursos para investimentos estatais mais polpudos (e relevantes) em setores como o da infraestrutura, sem os quais fica difícil colocar o país no rumo de uma onda de crescimento mais duradoura.

Gazeta do Povo – Editorial

Pessimismo sobre economia

Pessimismo sobre economia já contamina 2013

12 de agosto de 2012 | 10h 17

AE – Agencia Estado

BRASÍLIA – O pessimismo em relação ao crescimento da economia brasileira já contaminou 2013, inclusive em setores do governo. O segundo semestre de 2012 mal começou e a perspectiva de retomada mais vigorosa da atividade econômica no ano que vem perde força com os sinais de que as medidas de estímulo ao crescimento não estão surtindo efeito na velocidade esperada.

A maldição do superávit

04/06/2012 – J. Carlos  de Assis – A maldição do superávit

O crescimento da economia brasileira de pífios 0,2% no primeiro trimestre do ano não surpreendeu ninguém, exceto os ortodoxos. A queda da taxa básica de juros e a queda menos expressiva das taxas de aplicação do sistema bancário são um fenômeno recente demais para alterar o ritmo dos investimentos. Ao lado disso, a política fiscal de realização de superávits primários recorrentes é de natureza contracionista, ao que se acrescenta o fato de que o investimento público se contraiu 2 pontos percentuais este ano, sobretudo nos transportes.

Exauriu a expansão pelo consumo

Expansão pelo consumo

Por Claudia Safatle (Valor)

O grande motor da retomada do crescimento interno após a crise global de 2008 foi a expansão do crédito, puxada pelos bancos públicos, que sustentou o aumento do consumo e transformou recessão em crescimento num curto espaço de tempo. O crédito, que representava 38,4% do Produto Interno Buto (PIB) em agosto de 2008, antes da quebra do Lehmann Brothers, saltou para 49,1% do PIB em dezembro do ano passado.

Queda do real

O enfraquecimento do real não é uma anomalia de curto prazo, mas uma mudança estrutural que reflete a exaustão do modelo de crescimento baseado principalmente na expansão do consumo, disse Luis Stuhlberger, cofundador e diretor de investimentos de uma das maiores firmas de administração de ativos do Brasil, a Credit Suisse Hedging-Griffo.