Crowdfunding típico e o Equity

Alternativas de investimentos para startups: crowdfunding típico e o equity

Como já analisado em artigos anteriores de nossa banca, startups tendem a ser empresas pequenas, enquadradas como MPE´s – Micro e Pequenas Empresas – nas quais o custo fixo para manutenção é baixo, focadas, em sua grande maioria, na área de tecnologia, com margens possíveis de lucro elevadas e serviços e ideias inovadoras.Entretanto, a grande dificuldade para toda e qualquer startup é a captação de investimento, ou seja, encontrar formas de conquistar investidores interessados nas ideias e projetos desenvolvidos pela empresa.Neste contexto, alguns tipos de investimento são de conhecimento geral, tais como os diretos, os investidores anjo e os fundos de empresas financiadoras que abrem editais periodicamente, a fim de financiar projetos que se adequarem a suas expectativas. Além destes, começam a surgir outras espécies que vêm diversificando as alternativas possíveis às startups de adquirir capital externo. É dentro destas novas opções que citamos os crowdfunding.Nas hipóteses do crowdfunding, a ideia básica consiste na venda de algo relacionado à startup para diversas pessoas interessadas, não necessariamente caracterizadas com investidores típicos, objetivando captar, por meio da internet, um valor específico que permita à empresa continuar suas operações.

Este tipo de captação possibilita uma maior capilaridade nos investimentos com apoio da internet, que aumenta o raio de captação e aproxima investidores de diversos nichos a uma ideia diferenciada e inovadora. Em regra, o crowdfunding no Brasil segue em larga escala a ideia original de vender produtos relacionados ao projeto, como por exemplo, uma banda recém-formada que almeja produzir um DVD e oferta para quem investir na proposta, um ingresso para show ou uma camiseta autografada, a depender do valor investido.

Por se caracterizar como ideia essencialmente ligada a internet, o crowdfunding já tem alguns sites especializados como o Catarse no Brasil e o Kickstarter nos EUA. Entretanto, a ideia já se difundiu por todo o globo, e é possível que um investidor brasileiro adquira um produto em sites ingleses, australianos ou de qualquer outra parte do mundo, bastando ter acesso a internet e capacidade para pagamentos internacionais.

Vale lembrar que já existem sites que utilizam a ideia do crowdfunding de forma diferente, como o Mineo. Neste site é possível que se venda a ideia ou a sugestão às empresas, lucrando os direitos inerentes a ideia, caso esta seja comprada por empresas interessadas.

Contudo, o que mais vem chamando a atenção na área da captação de investimentos por meio do crowdfunding é o chamado equity. Esta espécie de investimento consiste na venda de parte da empresa a investidores, ou seja, não são comercializados produtos relacionados à atividade da startup a fim de obter capital externo, mas créditos ou títulos que futuramente poderão ser convertidos em ações.

A grande discussão a respeito disso se dá pela necessidade de regulamentação ou não do Estado. Nos EUA já existe norma específica que foi determinada em meados de 2012, denominada como “Jobs Act” que serviu como regramento para reger o “equity crowdfunding” no país americano.

No Brasil, a CVM – Comissão de Valores Mobliários – já se antecipou a respeito do tema e determinou algumas regras, a fim de evitar maiores dificuldades as pequenas empresas brasileiras que optarem por este tipo de captação. O Estado permite que seja captado o valor máximo de 2,4 milhões por ano nessa modalidade, além de ser obrigatório que se informe a CVM quando houver este tipo de iniciativa por parte de uma MPE.

Para elucidar melhor a situação supracitada, a ideia consiste no ato da empresa elaborar o “pitch”, uma explicação clara e objetiva do seu plano de negócios, que será apresentado aos investidores. Os interessados irão aportar recursos e receber em contrapartida uma opção ou um Título de Dívida Conversível – TDC –, espécie de título de crédito semelhante aos debentures, que poderão ser transformados em ações quando a empresa se tornar um S. A.

Os equitys estão em ascensão por todo o mundo, tendo se destacado na Inglaterra, na Austrália e, após o Jobs Act, nos EUA. Alguns sites que permitem este tipo de investimento no Brasil são a EuSócio e a Broota, sendo a primeira utilizadora de opção ou contratos entre as partes e a Broota inovando com o chamado TDC.

Por fim, expostas as novas alternativas trazidas pela opção do crowdfunding, vale esclarecer a real importância de se procurar advogado especializado na área, visto que um pitch realizado de maneira despreparada pode causar mais transtornos e prejuízos do que benefícios oriundos dos valores captados. Isto porque, nos casos de equity, o que se vende essencialmente é parte da empresa, ou seja, a autonomia empresarial está sendo posta em cheque, justificando a seriedade e responsabilidade que devem existir neste momento.

Por Luiz Eduardo Soares Silva e Duarte

Fonte: http://www.ndmadvogados.com.br/startups-crowdfunding-equity/

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Mercados emergentes retornam ao foco dos investimentos

Os mercados emergentes retornam ao foco dos investimentos contrariando as previsões de um novo colapso.

Investidores voltam aos mercados emergentes
Por Carolyn Cui (WSJ)
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015 00:03 EDT

Os investidores estão voltando aos mercados emergentes, desafiando previsões de que os investimentos em países em desenvolvimento estavam destinados a um novo colapso.

No mês passado, o Índice de Mercados Emergentes MSCI subiu 0,6%, ultrapassando o índice de ações S&P 500 pela primeira vez desde julho. Já o índice do banco J.P. Morgan & Chase Co. JPM -0.22% para títulos em dólar de mercados emergentes avançou 0,3%.

Ainda em janeiro, os investidores colocaram US$ 18 bilhões em ações e títulos de dívida de mercados emergentes, segundo o Instituto de Finanças Internacionais. Esse movimento reverte uma saída líquida de US$ 11 bilhões em dezembro, a maior desde a debandada de meados de 2013, provocada pela expectativa de um aumento de juros pelo banco central americano.

O movimento é notável porque muitos investidores se tornaram cautelosos com mercados emergentes, desde Brasil, Índia e China até Rússia e Venezuela, depois de um boom de dez anos que terminou com a crise financeira.

O Índice de Mercados Emergentes MSCI caiu cerca de 5% em 2013 e 2014, um período em que as ações americanas atingiram recordes de alta. O índice de títulos de mercados emergentes do J.P.Morgan ficou atrás dos títulos do Tesouro americano no ano passado, com retorno de 1,5%, ante 6,2% dos “Treasurys”.

De fato, muitos mercados continuam resistindo, no sinal mais recente de que os investidores estão buscando ativos que prometem retornos maiores depois das fortes altas apresentadas pelos índices de ações e títulos do mundo desenvolvido.

“Os mercados emergentes são uma das poucas pechinchas num mundo cada vez mais caro”, diz Jeffrey Kleintop, estrategista-chefe de investimentos globais da Charles Schwab Corp. SCHW +3.83% , que encerrou 2014 com US$ 2,5 trilhões em ativos sob gestão. Ele diz que os preços baixos dos papéis podem fornecer uma certa proteção quando a volatilidade aumenta, embora as ações dos mercados emergentes tenham sido bastante atingidas na retração das bolsas observada na última semana.

A expectativa é que os mercados emergentes cresçam mais rápido que os desenvolvidos, graças, em parte, aos preços menores das commodities. As ações do setor, após anos de desempenho fraco, tornaram-se atraentes.

Além disso, em vez de ver os mercados emergentes como um todo, alguns investidores estão selecionando países individuais.

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Planejando sob tom sombrio

Para obtermos um Planejamento Eficiente devemos estar preparados para estar planejando sob tom sombrio.


 Tom sombrio impera nos mercados emergentes

Por Francesco Guerrera
Feb. 3, 2014 6:30 p.m. ET
Explicar o tumulto que tomou conta da Argentina, Turquia, Tailândia e outras economias em desenvolvimento não será tarefa fácil. Mas pode ser de estranhar que muitos gestores astutos de fundos não estejam recomendando uma retirada completa de mercados emergentes.Os fatos são assustadores. As ações de mercados emergentes perderam quase 7% só em janeiro, muitas moedas foram fortemente golpeadas e bancos centrais tiveram que recorrer a medidas de emergência para estancar a hemorragia. Como era de se esperar, os investidores caíram fora. Fundos de índice que se concentram em ações de mercados emergentes viveram a segunda maior debandada já registrada na semana encerrada em 29 de janeiro, de acordo com a Lipper, que monitora fundos mútuos.Agora, a má notícia. Esse surto de volatilidade foi provocado por duas mudanças fundamentais e duradouras: a redução do ritmo de compra de títulos de dívida pelo Federal Reserve, o banco central americano, e preocupações sobre a economia e o sistema bancário da China.A redução do estímulo monetário dos Estados Unidos e os sinais de debilidade da China, que responde por mais de 10% do produto interno bruto global (e mais de 30% do PIB dos mercados emergentes), levou investidores a focar o raciocínio. As economias com fundamentos ruins — grandes déficits em conta corrente, crescimento fraco, instabilidade política — tornaram-se párias.No jargão de Wall Street, o “apetite para o risco” de gestores de fundos mudou: em vez de ter fome de ativos como a lira turca e ações americanas, eles começaram a se alimentar de ativos mais seguros, como notas do Tesouro americano.Alguns investidores já estão esgotados. Um gestor confessou na sexta-feira que sentia vontade de “deitar no chão” para se recuperar de uma semana brutal. Para aqueles que ainda estão de pé, o próximo passo vai depender da escolha de ativos e de estômago para enfrentar um passeio de montanha-russa. Presumindo que o Fed mantenha o curso e a economia da China se segure, aqui vai um possível mapa para o labirinto dos mercados emergentes.”Estou muito ocupado e muito otimista sobre os mercados emergentes.” O prêmio para a frase mais surpreendente da semana passada vai para Adrian Mowat, estrategista-chefe de ações asiáticas e mercados emergentes do J.P. Morgan Chase JPM +0.59% & Co.Na opinião dele, uma política monetária mais apertada nos EUA poderia beneficiar os mercados emergentes se ela coincidir com um crescimento econômico mais forte. Ele também acredita que a dependência da economia mundial na China é exagerada.

Além disso, a recente queda das ações de mercados emergentes tornou algumas empresas baratas. Mowat prevê que as ações nas economias emergentes estão sendo negociadas a um desconto de 36% em relação a ações correspondentes nos EUA, comparado com uma média histórica de 20%. A previsão dele para o índice de mercados emergentes MSCI, uma referência para o mercado, é que ele feche o ano cerca de 28% acima dos níveis atuais. Entre as maiores apostas do J.P. Morgan estão a empresa de energia russa OAO GazpromOGZPY +1.92% o banco russo OAO SberbankSBRCY +2.50% e a montadora Hyundai Motor Co. 005380.SE +1.11% , da Coreia do Sul.

É justo dizer que Mowat é uma voz solitária num coro de pessimismo. Alguns especialistas, como Jay Pelosky, estão francamente apocalípticos. Pelosky, cuja empresa, J2Z Advisory LLC, administra um total de US$ 3 bilhões, realizou na semana passada uma teleconferência com clientes chamada: “A economia global roubou a derrota das garras da vitória” [uma inversão irônica da frase “roubar a vitória das garras da derrota”].

“As chances de uma recuperação global sincronizada foram liquidadas pelo que está acontecendo nos mercados emergentes”, diz Pelosky. “Os modelos de crescimento estão todos quebrados, sejam eles na Europa, nos EUA ou nos emergentes.” Na receita dele para sobreviver a esses tempos sombrios estão apostas a descoberto em petróleo, para lucrar com a esperada desaceleração no crescimento global, e a compra de ações de mineradoras de ouro e títulos de dívida de longo prazo de municípios dos EUA e do Tesouro.

Outros ainda não estão prontos para adotar uma postura completamente defensiva. Nas últimas semanas, Sara Zervos, chefe da equipe de dívida global da OppenheimerFunds, fez uma simples pergunta a si mesma: “Quem perdeu até os calções?” À medida que o tumulto se aprofundava, mais e mais países ficaram expostos e Zervos, cuja equipe administra mais de US$ 18 bilhões, desviou a mira de títulos de dívida pública para dívida corporativa. Ela acredita que investidores experientes possam encontrar boas oportunidades em empresas de mercados emergentes com alta avaliação.

Um traço comum entre essas visões díspares é manter o foco no longo prazo. À medida que políticas e o apetite para o risco mudam, estamos testemunhando uma grande mudança nos fluxos de capital que moldarão a paisagem de investimento para um mundo sem estímulo substancial de bancos centrais.

Marc Chandler, estrategista-chefe global de câmbio da Brown Brothers Harriman, gestora de mais de US$ 3 trilhões em ativos, acredita que essa sacudida geral force a saída de “investidores turísticos”, mas que os dólares menos volúveis ficarão.

“Esta é uma correção de longo prazo dos fluxos de capital que levará dois ou três anos para ser concluída”, diz ele.

Fonte: WSJ

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Investidor com medo dos emergentes

Euro é abrigo para investidor com medo dos emergentes

MATTHEW WALTER e NICOLE HONG (WSJ)
O euro está surgindo como um surpreendente oásis na mais recente fase de turbulência do mercado.

Ativos que vão desde ações de firmas japonesas até títulos de renda fixa de mercados emergentes e notas do Tesouro americano despencaram neste trimestre, agora que os investidores se preparam para a possível retração da política de relaxamento monetário aplicada pelos principais bancos centrais do mundo. Mas o euro vem conseguindo evitar, de modo geral, a volatilidade que atingiu outras moedas, incluindo o dólar e o iene, subindo uns 4% frente ao dólar nas últimas quatro semanas. Na sexta-feira o euro foi negociado a US$ 1,3345, cotação próxima a uma alta de quatro meses. Ontem, a moeda se manteve praticamente no mesmo nível, fechando em US$ 1,3342.

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Bloomberg News

É uma reversão drástica para uma moeda que com frequência esteve no centro da turbulência do mercado mundial nos últimos anos. Os investidores fizeram apostas recorde na queda do euro, devido à severa crise econômica da Europa e às dúvidas sobre a viabilidade da moeda única no longo prazo.

As posições pessimistas em relação ao euro caíram 90% nas últimas duas semanas, segundo a Comissão do Comércio de Futuros de Commodities dos Estados Unidos. Apesar de problemas como o escasso crescimento econômico da Europa, o aumento no desemprego e o alto endividamento dos países do sul do continente, muitos investidores dizem que o euro é atualmente uma aposta relativamente segura, graças a seu prestígio como moeda de reserva e à diminuição dos temores de uma crise iminente.

A perspectiva de que o Federal Reserve, o banco central americano, comece logo a terminar sua política de estímulo levou muitos operadores a abandonar às pressas as apostas em mercados emergentes e outros ativos de alto rendimento. Agora que se afastaram dessas posições, alguns investidores estão se abrigando no euro, que consideram mais semelhante a um porto seguro como o dólar ou o iene, do que outras moedas mais arriscadas e de maior rendimento, como o dólar australiano.

“É difícil apostar contra o euro”, diz Sam Katzman, diretor de investimentos da gestora nova-iorquina de patrimônio Constellation Wealth Advisors, que investe cerca de US$ 5 bilhões em diversos fundos para seus clientes. “Até que os EUA parem de imprimir dinheiro, ou eles [Europa] comecem a imprimir, o vento está favorável ao euro.”

O que está fortalecendo o euro é o declínio do “carry trade”, operação em que o investidor toma emprestado uma moeda de baixo rendimento, como o euro, a vende e então usa o montante levantado para comprar ativos de maior rendimento, como as ações de firmas americanas ou títulos mexicanos. O “carry trade”, que nos últimos anos ajudou a gerar lucros sólidos em ativos mais arriscados, conta com um diferencial constante na taxa de juros para ganhar dinheiro. Mas agora que a perspectiva para os juros não é tão certa, os investidores estão abandonando os “carry trades” antes que os bancos centrais mudem de rumo. O euro subiu quase 10% desde o início de maio frente ao dólar australiano, um alvo comum do “carry-trade”.

Certamente, apostar no euro tem suas desvantagens. A valorização da moeda não é um fato positivo para economias europeias em dificuldades, como Espanha, Portugal e Itália, pois um euro mais forte prejudica seus esforços para aumentar a competitividade. Ele também torna as exportações europeias menos atraentes e reduz as receitas de exportadores que repatriam seus lucros no exterior e os convertem em euros.

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Além disso, os títulos italianos e espanhóis caíram nas últimas duas semanas, sinal de que os investidores ainda consideram arriscadas certas partes da zona euro. AMSCI Inc., MSCI -0.55% que publica índices de ações e títulos acompanhados por investidores que administram trilhões de dólares, recentemente reclassificou a Grécia como mercado emergente, e não desenvolvido.

“Não faz sentido, do ponto de vista econômico, que o euro esteja mais fraco”, disse Jeffrey Sica, presidente e diretor de investimentos da americana Sica Wealth Management. Sica tem apostado que o euro vai cair durante dois anos, mas diz que manter essa posição tem sido “uma tortura”.

“Todas as regras foram jogadas pela janela”, disse ele.

A força do euro também está em risco se o mercado se estabilizar e os investidores se sentirem mais seguros para voltar a fazer “carry trades”, o que implica em vender euros.

Alguns investidores apontam para sinais de que a recessão prolongada na Europa pode ter chegado ao ponto mais baixo. A produção industrial na zona do euro subiu em abril pelo terceiro mês consecutivo, puxada por ganhos na Alemanha e na França. Na semana passada, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico sinalizou uma volta ao crescimento da zona do euro ainda este ano.

Os dados positivos reduzem as chances de que o Banco Central Europeu terá de afrouxar a política monetária num momento em que o Fed está avisando que em breve começará a pisar no freio. Isso conserva uma vantagem crucial que o euro vem tendo em relação ao dólar e o iene.

Loja virtual de tecnologia para investidores

Brasil inaugura a 1° loja virtual de tecnologia para investidores

QUI, 23 DE MAIO DE 2013 11:28

Com taxas de crescimento que surpreendem ano após ano, o e-commerce provou que é uma tendência irreversível. Até o fim deste ano, este segmento movimentará R$ 28 bilhões, crescimento de 25% em relação ao ano passado. O Brasil, em 2013, será o responsável por metade das vendas online da América Latina, com 23,2 milhões de e-consumidores, ou seja, 34% dos usuários de internet. Este número deve superar os 31 milhões de brasileiros até 2015.

Para entrar neste mercado bilionário, a CMA lança no Brasil A sua loja virtual, o primeiro canal de vendas diretas focado em gestores de empresas e investidores finais dos mercados financeiro e agropecuário brasileiros.

“Percebemos uma forte demanda pelas soluções que oferecemos para os diferentes segmentos de mercado. Decidimos, então, criar um canal adicional de vendas que permitisse acesso 24 horas por dia, 7 dias por semana, com total disponibilidade de consulta e facilidade de contratação 100% segura. Os clientes que buscam os serviços da CMA Shop tem demonstrado grande interesse em sistemas, fixos ou móveis, com informações atualizadas em tempo real para a gestão de seus negócios, empresas e investimentos” explica Raphael Juan, Diretor de Produtos e Mercados da CMA.

“Para atuar no varejo, não há solução melhor que a automatização das vendas através de uma loja virtual! Nosso público já conhece e compra no ambiente virtual e isso facilitará para o usuário na hora de contratar um serviço na CMA Shop. Queremos utilizar a loja como um elemento de reforço do processo de expansão da CMA para países em que ainda não atuamos. De fato, a loja já começou a receber visitas de usuários internacionais (EUA, Canadá, Argentina, Espanha, Japão e China), indicando demanda externa pelos serviços que ofertamos”, explica  Juan.

Os primeiros serviços vendidos são os aplicativos móveis da CMA para tablets e smartphones (iOS, Android e Blackberry). Estes sistemas acompanham, em tempo real, as principais Bolsas de valores e mercadorias do mundo, câmbio & moedas, notícias financeiras/políticas/agrícolas, além do mais abrangente conjunto de indicadores macroeconômicos nacionais (juros, empréstimos, investimentos, índices e séries econômicas) ideal para gestores de empresas e investidores em geral. Entretanto, qualquer investidor, seja ele profissional ou pessoa física pode comprar as plataformas profissionais.
“A CMA é mundialmente conhecida não apenas pelos seus produtos mas, também, pela confiabilidade e segurança de suas soluções tecnológicas. A CMA Shop vem agregar mais um canal de aquisição dos nossos serviços por aquelas pessoas que preferem a agilidade da compra online”, finaliza Juan.

Hoje, além dos aplicativos móveis, a CMA Shop também oferece sistemas para terminais fixos, conteúdos variados para cada perfil de usuário e cursos presenciais e virtuais para formação e especialização de investidores. Estão previstos para 2013 lançamentos de novos serviços para usuários com interesse em investimentos em commodities agrícolas, metálicas e de energia.

(Redação – Agência IN)

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Divida brasileira como aposta segura

PRABHA NATARAJAN e ERIN MCCARTHY – Divida Brasileira como aposta segura

Investidores estão se posicionando firmemente em títulos de dívida brasileiros, apesar de estarem desprezando outros mercados emergentes.

Desde março, investidores aplicaram US$ 18 milhões em fundos que possuem principalmente débitos emitidos por companhias e agências governamentais brasileiras, de acordo com a firma de dados financeiros EPFR Global, num momento em que a moeda e a bolsa do país estavam em queda. Os fundos de ações brasileiros registraram a saída líquida de US$ 89 milhões no mesmo período.

O mercado de dívida brasileira oferece exposição ao estável crescimento doméstico e ao baixo nível de déficit público do país. Esses fatores têm ajudado a compensar o impacto da crise na Europa e da desaceleração do crescimento da China, os dois maiores causadores da recente liquidação de posições nos mercados emergentes.

Agence France-Presse/Getty Images

Estádio Nacional de Brasília

Títulos de dívida em dólar têm ficado imunes à recente volatilidade do real, e outros tipos de papéis de renda fixa têm conseguido contornar os esforços do governo para restringir investimento estrangeiro.

“O Brasil ainda é um lugar com oportunidades”, diz Keith Brakebill, administrador de carteira da Russell Investments, em Seattle, que tem US$ 141 bilhões em fundos sob sua gestão.

Brakebill vendeu reais e dívida denominada na moeda brasileira no início deste ano. Mas ele comprou títulos emitidos por empresas brasileiras em moeda estrangeira. Sua opinião: a habilidade das companhias de pagar suas dívidas não será afetada pela instabilidade do real ou pelo recente corte na taxa de juros. Outros investidores têm comprado dívida soberana e de empresas brasileiras emitida em dólar ou euro, com os títulos brasileiros em dólar que vencem em 2021 sendo negociados com um rendimento de 3,08%, abaixo dos 3,499% registrados no início do ano.

O retorno cai quando o preço do título sobe, o que é um indicativo de aumento da demanda.

Mas o Brasil ainda enfrenta fortes turbulências. O país está vendo neste mês a maior fuga de investimento estrangeiro desde a crise financeira de 2008, com uma saída líquida de US$ 5,2 bilhões até 18 de maio, de acordo com dados do Banco Central. O real e o índice Ibovespa afundaram 20% desde março, quando o governo começou a cobrar o IOF de 6% sobre novos investimentos estrangeiros e o Banco Central fez cortes na taxa de juros Selic que superaram as expectativas.

Alguns investidores estão cautelosos com a desaceleração do crescimento brasileiro e com uma economia que continua a enfrentar limitações em razão da pobre infraestrutura local.

O uso de políticas não convencionais pelo Banco Central para estimular o crescimento é outra ameaça, já que pode levar a uma alta da inflação, diz Michael Mata, coadministrador do ING Global Bond Fund, que possui mais de US$ 734 milhões sob sua gestão. A estimativa da inflação para este ano é de 5,1% e, para 2013, de 5,7%, bem acima da meta de 4,5% do BC.

“Os anos de crescimento fácil no Brasil ficaram para trás”, diz Mata, que tem investido em dívida de curto prazo emitida pelo governo brasileiro por receios quanto à inflação.

E a entrada de recursos via emissão de dívida brasileira ainda está muito distante do pico registrado no ano passado, quando investidores injetaram US$ 88,5 milhões em fundos de renda fixa numa única semana do mês de maio, de acordo com a EPFR.

“O dinheiro que já está no país permanece, mas é difícil encontrar novos recursos entrando”, disse Alexandre Aoude, chefe global de renda fixa do Banco Itaú, em São Paulo.

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Em vez de recuar, alguns investidores estão adotando medidas adicionais para proteger suas posições. Alguns estão fazendo apostas em que o real vai se desvalorizar mais. Outros estão comprando títulos atrelados à inflação, que automaticamente ajustam seus retornos à alta dos preços.

A dívida soberana em reais, mas vendida exclusivamente para investidores do exterior — e que não está sujeita à taxação sobre investimento estrangeiro — também tem se mostrado popular. O Brasil vendeu R$ 3 bilhões em dívida com vencimento em 2024 a uma taxa de retorno de 8,6%, em abril. Esses títulos hoje são negociados a 7,5%.

“Esse é o jeito mais fácil de negociar títulos brasileiros e não pagar o imposto”, diz Lars Nielsen, gerente sênior de portfólio da Global Evolution, um fundo de hedge com base na Dinamarca e que comprou esses títulos que vencem em 2024.

O governo brasileiro deliberadamente direcionou os investimentos estrangeiros para o mercado de títulos, segundo alguns investidores. O Brasil precisa de dólares para financiar a construção de estradas, estádios e outras obras de infraestrutura necessárias para sediar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. O governo isentou dívida ligada à infraestrutura do imposto sobre capital estrangeiro, afirmando que espera desenvolver um mercado para financiamento de longo prazo hoje dominado pelo BNDES.