Recuperação de incorporadoras ainda leva tempo

Por Chiara Quintão | De São Paulo (Valor)

 

A recuperação do setor de incorporação ainda demandará mais alguns trimestres, na avaliação do mercado. Algumas empresas ainda não concluíram seus respectivos processos de reestruturação, caso de PDG Realty, Brookfield Incorporações e Rossi Residencial. Isso ocorrerá ao longo de 2014, segundo analistas, com a possibilidade de se estender para 2015. Em relação aos lançamentos imobiliários, há expectativa de que as incorporadoras lancem, em 2013, Valor Geral de Vendas (VGV) menor ou semelhante ao do ano passado.

No terceiro trimestre, as incorporadoras de capital aberto lançaram, em conjunto, R$ 5,2 bilhões, 22% menos que os R$ 6,65 bilhões de julho a setembro de 2012. Espera-se que o volume de lançamentos no quarto trimestre seja ainda mais concentrado do que já costuma a ocorrer, sazonalmente, e uma das razões é que parte dos empreendimentos previstos para serem apresentados ao mercado anteriormente foram postergados por causa de prazos de aprovação de projetos mais longos do que os previstos.

 

“Mas mesmo que o volume de lançamentos cresça no quarto trimestre, não vai ser fácil o setor recuperar o que encolheu nos nove primeiros meses do ano”, diz um analista que acompanha o setor. A relação entre oferta de imóveis e demanda continuará a ser calibrada por um cenário em que consumidores estão mais cautelosos e os estoques prontos de imóveis continuam elevados.

Desde o início de 2013, o setor tem privilegiado a venda de estoques em relação a novos projetos. A preocupação se concentra nas unidades prontas ou próximas à conclusão que ainda não foram comercializadas ou retornaram à carteira das incorporadoras em função dos distratos.

Em contraponto ao aumento dos cancelamentos de vendas num ano de elevado volume de entregas, as empresas vêm apostando em campanhas de descontos e de facilidade de pagamentos. Mas como as incorporadoras estão mais rigorosas na triagem dos clientes e boa parte da análise dos recebíveis de unidades próximas à entrega já foi feita, a perspectiva é que os distratos se estabilizem ou caiam.
Leia mais em: Valor Econômico

 

Deixe uma resposta