Serviço de Conformidade Fiscal via internet

Empresas economizam com Serviço de Conformidade Fiscal via internet

A tecnologia automatiza os serviços da área fiscal de empresas reduzindo custos

Alex Yin *

Publicada em 25 de outubro de 2013 às 07h19

Infelizmente o Brasil ainda carrega o estigma de país dos impostos e fica entre as 30 nações com as maiores cargas tributarias do mundo. Esses valores são arrecadados tanto de pessoas físicas como de empresas, das mais variadas formas. No caso das companhias, pior do que pagar impostos é calcular o valor na alíquota de produtos de forma errada, pagando mais do que o devido.

Ainda é comum as empresas terem um departamento responsável pela área fiscal, que realiza trabalhos de forma manual apurando os impostos de mercadorias, atualizados através de checagem de guia semanal impressa e até mesmo no Diário Oficial. Além de um numeroso departamento, às vezes é necessário também o serviço de um advogado tributarista para a interpretação das leis e as formas de aplicações. Até pouco tempo esse quadro era irreversível, pois ainda não havia surgido nenhuma tecnologia que auxiliasse neste trabalho, o que gerava interpretações e pagamentos errôneos.

Os passos na evolução na área fiscal caminharam lentamente por muito tempo, mas finalmente as empresas estão incorporando novidades e avanços nessa área. Principalmente porque já pagam altas quantidades e qualquer redução de valores apurados a pagar vale muito à pena.

O mais novo aliado das empresas neste serviço é um webservice, o Tax Compliance Services ou  Serviço de Conformidade Fiscal, capaz de informar os percentuais de tributação, reduções e alterações de base de tributação na aplicação do cálculo de impostos incidentes nas diversas operações fiscais em tempo real para a emissão e/ou validação de documentos fiscais de mercadorias (PIS/COFINS, ICMS, IPI e Substituição Tributária).

A novidade é única no Brasil e garante rapidez e precisão, pois se trata de um serviço muito simples que automatiza algo que era manual, numa consulta de cerca de 5 a 10 minutos, parecido com um celular pré-pago.

Primeiro é feito o cadastro com senha, login e adesão ao contrato. Depois, o depósito em dinheiro na conta do serviço de pagamento online, seguindo facilmente o passo a passo no site e a cada nova consulta ele vai debitando. Basta apenas digitar as informações referentes aos produtos, a categoria e o que é o produto, qual a origem e destino, para serem apuradas e baseadas na legislação mais atual nacional e regional. É valido para o Brasil todo. Além de calcular o valor, o sistema avisa se houve alguma alteração na legislação. Não há restrições de horário para a utilização do serviço, podendo ser utilizado tanto de dia como a noite e de qualquer lugar, todas as operações são informadas e documentadas em mensagens de e-mail.

Muitas empresas estão optando pela novidade via internet, que atende a corporações de todos os tamanhos, sendo que as maiores possuem a opção de terem um projeto customizado, não só para terem cálculos precisos, mas também para reduzirem o número de pessoal na área fiscal, que antes era completamente manual.

 

(*) Alex Yin  é  Gestor de Unidade de Negócio de Solução Fiscal e Tributária da YKP

Consultoria pega carona na expansão do País

27/01/10 – 00:00 > CONSULTORIA
Consultoria pega carona na expansão do País
Cynara Escobar SÃO PAULO – A expansão da economia brasileira e demandas do segmento de médias empresas para adequação ao padrão contábil internacional e à informatização tributária devem expandir em até 25% os negócios das consultorias contábeis Deloitte, Confirp e BDO.

Após uma freada no ritmo de crescimento da operação brasileira em 2009, a consultoria Deloitte vê em 2010 o ano da retomada, com uma expectativa de 25% de crescimento, retornando aos índices registrados entre 2002 e 2008 no Brasil.

O otimismo é decorrente das boas perspectivas futuras projetadas para a economia, em diversos segmentos empresariais, ante o decréscimo recente em reflexo da crise internacional, que impactou negócios da companhia globalmente. Em 2009, a empresa registrou alta de 15%, o que significa uma leve recuperação em cima do desempenho registrado no ano anterior, de 13%.

“[este ano] O crescimento decorrerá dos investimentos previstos para eventos esportivos, que trarão empresas estrangeiras ao País, à consolidação de setores empresariais, aquisições de estrangeiros no Brasil e à profissionalização de empresas de médio porte”, declarou Juarez Lopes de Araújo, presidente da Deloitte no Brasil. Na área esportiva, a consultoria vê oportunidades em atividades ligadas à diagnóstico de eventos, definição de projetos de estádios e captação de funding.

As áreas de maior crescimento em 2010 serão Auditoria, Finanças Corporativas e Manufatura, por conta da demanda gerada pela adoção do Padrão Contábil Internacional (IFRS, na sigla em inglês), que passou a valer a partir deste mês, fusões e aquisições e pela forte expansão do setor industrial, iniciada com os anúncios de investimento feitos pelas empresas no fim de 2009. “A área financeira ficará aquecida por conta da expansão do mercado de ações, com aberturas de capital, fusões e aquisições”, avalia.

A adoção do padrão internacional mundialmente está levando a consultoria a ‘exportar’ auditores a países que estão se preparando para atender a esta demanda. “Estamos exportando líderes para ensinar IFRS no Canadá e nos Estados Unidos, países que estão atrasados nessa área”, afirma Juarez.

Até o momento, mais de cem países exigem ou permitem o uso das normas do Padrão Contábil Internacional, incluindo 8 mil empresas dos 27 países da União Europeia. Em 2011 o grupo terá ainda o Japão, Coreia, Índia e Canadá. Os Estados Unidos e o Japão têm o compromisso de se adequar ao padrão internacional de contabilidade até 2011, segundo o International Accounting Standards Board (Iasb), organismo independente, que emite normas contábeis internacionais. Em setembro de 2009, o compromisso com a implementação global do IFRS foi reforçada em uma reunião do G-20, em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

Empresas médias

Se a grande demanda de atualização ao IFRS esteve concentrada nas empresas de capital aberto e nos conglomerados com faturamentos superiores a centenas de milhões, para os próximos anos, a consultoria prevê uma expansão no segmento de empresas médias. Por conta dessa expectativa, este ano a firma criou uma divisão de auditoria para atuar no mercado de médias empresas. “O mercado de empresas auditadas irá crescer no Brasil por conta das mudanças que estão sendo implementadas na área de demonstrações financeiras. A estruturação de operações de empresas de médio porte também estará aquecida”, afirma Juarez.

Ainda no setor de médias empresas, a Confirp Contabilidade, que este ano prevê crescer 15%, apresentou expansão no atendimento às demandas geradas pela informatização das cobranças de tributos federais e estaduais, com a implementação do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED), que as obriga a fornecer informações por meio de modo eletrônico aos órgãos governamentais de fiscalização.

A consultoria encerrou 2009 com um crescimento de 25% em suas operações e de 11% em sua base de clientes, totalizando 994 empresas. “Investimos em tecnologia e treinamento para atender demandas geradas pelas demandas criadas pela implementação da Nota Fiscal Eletrônica, do SPED fiscal e contábil, da fiscalização tributária exigida pelo governo do estado de São Paulo e muitas outras”, relata Richard Domingos, diretor executivo da Confirp.

Para atender à implantação de sistemas de contabilidade fiscal, o escritório ampliou a área de terceirização, que hoje representa 30% do faturamento do escritório, criando uma demanda nova, de suporte técnico. “Acompanhamos a tendência dos governos federais e estaduais, de sofisticar a área de tributos e criamos uma estrutura técnica, que proporcionou a captação de muitos clientes. Investimos R$ 1 milhão de reais em tecnologia e treinamentos e montamos uma área de outsourcing, que faz contabilidade e presta o serviço dentro da plataforma do cliente”, diz.

Segundo o executivo, o retorno obtido com o investimento foi a aquisição de novos clientes e maior rentabilidade nos novos contratos. “Fechamos contratos com clientes maiores, que trabalham com a plataforma ERP e implantamos sistemas, que ajudaram a fidelizar este cliente”, explica o diretor.

Em 2010, a empresa projeta um crescimento de 15%, para dar mais foco ao desenvolvimento da nova operação, aos controles e procedimentos internos. “Nossa perspectiva é desenvolver a estrutura para que ela amplie sua capacidade produtiva, com troca de sistemas, treinamento, melhoria da comunicação”, diz.

A empresa também afirma ter apostado em contratações para atender a demanda para as empresas fazerem a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF), que era semestral e passa a ser mensal.

A medida é válida para todas as empresas de lucro presumido, isentas ou imunes e passou a valer a partir de 1º de janeiro de 2010. Empresas cadastradas no Simples Nacional não estão incluídas na regra. “Por conta dessa modificação, estamos contratando mais seis funcionários. Isso impacta cerca de 60% dos nossos clientes”, declara Richard Domingos.

Sescon

Na área contábil, o empresário José Maria Chapina Alcazar foi reeleito, até 2012, presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis de São Paulo (Sescon). A nova diretoria da entidade tomou posse no início do mês.