Fusões e compras de grandes empresas em abril

As 10 maiores fusões e compras de grandes empresas em abril

São Paulo – Nos 30 dias de abril muitos negócios foram fechados em diversos setores dentro e fora do país.

A seguir reunimos as principais fusões e aquisições anunciadas no mês.

Do Bem pela Ambev

A AmBev comprou a fabricante da marca de sucos ‘do bem’, por valor não revelado.

Criada em 2007 no Rio de Janeiro, a empresa produz sucos e chás embalados e barras de cereais e tem operações na França, Espanha e Portugal.

Santander + Hyundai

Na sexta, dia 29, o Santander Brasil formou uma joint venture com a Hyundai para a criação do Banco Hyundai Capital Brasil e uma corretora de seguros.

Metade da nova empresa fica com a Aymoré Crédito, Financiamento e Investimento, subsidiária do Santander, enquanto a Hyundai Capital terá 25% e a Hyundai Motor Brasil terá os 25% restantes.

Elavon pela Stone

No Brasil desde 2013, a Stone comprou 100% da Elavon no Brasil para ampliar sua participação no mercado de adquirência no país. As marcas vão seguir atuando de maneira separadas.
BM&FBovespa + Cetip

Após meses de negociação, a BM&FBovespa e a Cetip anunciaram uma fusão, que concentrará o mercado de renda fixa e variável no Brasil.

A combinação das duas pode criar um negócio gigante, avaliado em mais de R$ 40 bilhões.

Payleven + SumUp

A fusão das empresas alemãs de pagamentos móveis Payleven e SumUp criou uma das três maiores empresas facilitadoras de pagamentos do país.

O negócio combinado é capaz de processar um volume total de pagamentos superior a 1 bilhão de reais por ano, à frente do PayPal e atrás da PagSeguro e da MercadoPago, do MercadoLivre.

Dona da Pyrex pela GP Investments

Também em abril, a GP Investments comprou 28% da WKI Holding Company, controladora da fabricante de utensílios domésticos World Kitchen, dona da Pyrex.

Na transação, a World Kitchen foi avaliada 566 milhões de dólares, considerando o preço de 10 dólares por ação.

XP pela General Atlantic

O General Atlantic (GA) comprou a participação do fundo inglês Actis na XP Investimentos e ampliou sua fatia no negócio para 49%.

O fundo americano pagou R$ 300 milhões pelos 10% da Actis no negócio – e ainda fez um novo aporte de R$ 150 milhões na empresa.

Leader pela Legion Holdings

O BTG Pactual fechou a venda da varejista Leader por um valor simbólico, abaixo de 1.000 reais para a Legion Holdings.

A nova dona irá assumir 100% da varejista, além de dívidas.

O banco está tentando vender diversos ativos desde a prisão do ex-presidente André Esteves, em novembro do ano passado.

GD Brasil pela Tractebel

A Tractebel Energia comprou 50% do capital social da GD Brasil Energia Solar, por um valor em torno de R$ 24 milhões.

De acordo com comunicado emitido pela compradora, o investimento é uma forma de a companhia ingressar no segmento de geração distribuída de energia fotovoltaica.

Eclipse pela BRF

A BRF concluiu a aquisição da Eclipse Holding Cooperatief, empresa holandesa controladora da Campo Austral, um grupo de empresas que opera no mercado de suínos da Argentina.

A compra faz parte do plano estratégico da BRF de globalizar a companhia, com o fortalecimento de marcas em mercados locais.

Tatiana Vaz, de EXAME.com

Fusões e Aquisições em Março no Brasil são 75

Fusões e Aquisições em Março no Brasil são 75. No Brasil as empresas estão se aglutinando para se fortalecer esperando o futuro promissor desenhado para nossa economia.


Brasil tem 75 fusões e aquisições em março, diz PwC

São Paulo – Durante o mês de março, 75 fusões e aquisições de empresas foram feitas no Brasil, segundo balanço da PwC. O número é 19% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado (63). No trimestre, foram contabilizados 189 negócios.

O levantamento não considera acordos, joint-ventures e pactos entre multinacionais.

De acordo com a consultoria, o aumento das transações pode ter ocorrido por conta do fim das festividades de Carnaval e também da valorização significativa do dólar americano, que atingiu seu ápice em março.

Historicamente, o Sudeste concentra o maior número de negociações. Em março, 73,3% das fusões e aquisições anunciadas no país foram fechadas na região. O estado de São Paulo, sozinho, consolidou 61,3% do total de operações.

A região Sul vem em segundo lugar, com 16% das transações. Outras 5,3% foram realizadas no exterior.

Investidores

Os investidores financeiros tiveram papel em 36% (28) das fusões e aquisições realizadas em março. Delas, 54% foram feitas por fundos estrangeiros.

Há 15 meses na liderança, o setor de TI correspondeu a 21% (40) do total de operações fechadas no mês. Uma delas foi a compra de uma participação de 5,16% da Totvs por parte da Genesis Asset Managers, LLP.

Em seguida, apareceram os segmentos de Serviços Auxiliares, com 11%, e Financeiro, com 8%.

Luísa Melo, de EXAME.com

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